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Mundo

Negociações sobre questão nuclear no Irã são prorrogadas até meados de 2015

Teerã e as potências mundiais do G5+1 não chegaram a acordo sobre programa nuclear. País asiático continuará acessando cerca de 700 milhões de dólares por mês em alívios de sanções. Futuro acordo é visto com ceticismo.

O Irã e as seis potências mundiais do G5+1 não chegaram a um acordo sobre a questão nuclear até o prazo estipulado para esta segunda-feira (24/11) e decidiram estender as negociações por mais sete meses. É a segunda vez neste ano que as negociações entre Teerã e as potências ocidentais não chegam a um desfecho.

"Tivemos que concluir que não é possível chegar a um acordo no prazo que fora estipulado e, portanto, vamos estender o JPOA até 30 de junho de 2015", disse o secretário britânico do Exterior, Philip Hammond, após seis dias de conversações em Viena.

Hammond se referiu ao chamado Plano de Ação Conjunta (JPOA, em inglês), um acordo provisório acertado entre Irã e as seis potências em novembro de 2013, em Genebra. Na época, Teerã concordou em interromper o enriquecimento de urânio acima de 5% em troca da flexibilização de alguma sanções econômicas, incluindo o acesso a receitas de petróleo congeladas no exterior.

O secretário britânico adicionou que não está claro aonde serão realizadas as conversações nos próximos meses. Ele confirmou, porém, que neste período adicional, o Irã continuará tendo acesso a cerca de 700 milhões de dólares por mês em alívios de sanções. Uma fonte que acompanhou as negociações em Viena e não quis ser identificada, disse que as conversações devem continuar em Omã.

Em discurso na televisão estatal, o presidente iraniano, Hassan Rohani, disse que nas conversações em Viena "muitas lacunas foram estreitadas nossas posições com o outro lado se aproximaram".

Já o secretário de Estado americano, John Kerry, fez uma avaliação mais sombria das negociações, segundo a qual "progressos reais e substanciais foram feitos", mas "alguns pontos importantes de desacordo se mantiveram". "Estas negociações não vão ficar mais fáceis apenas porque as adiamos. Elas são duras. Elas têm sido duras. E elas vão seguir sendo duras ", afirmou à imprensa.

Ceticismo em relação a futuro acordo

Autoridades ocidentais disseram que estavam tentando garantir um acordo final até março, mas que seria necessário mais tempo para atingir consenso em todos os detalhes técnicos importantes.

A atual rodada de discussões também parece não ter apresentado progresso substancial. Um diplomata, sob condição de anonimato, expressou pessimismo sobre as perspectivas de um acordo em sete meses. "Há 10 anos propostas e ideias são apresentadas. Não falta nada. É essencialmente um questão de escolha. Os iranianos não estão se mexendo. É uma escolha política", afirmou. "Estou não acredito que vamos conseguir chegar a um acordo, mesmo com a extensão do prazo para negociações."

PV/rtr/ap

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