1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Negociações sobre comércio mundial chegam à reta final

Brasil, EUA, UE, Índia e Japão buscam consenso em Genebra para próximo encontro da Organização Mundial do Comércio. Comissário europeu rebate pessimismo brasileiro e indiano. ONGs criticam rumo das negociações.

default

Mandelson: pressionado por todos os lados em Genebra

Representantes do Brasil, EUA, União Européia, Índia e Japão discutem, nesta terça e quarta-feira (08 e 09/11), em Genebra, com o secretário-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, os últimos detalhes de uma ampla liberalização do comércio mundial.

Espera-se do encontro uma espécie de resultado prévio da rodada de negociações dos quase 150 países da OMC, que acontece em meados de dezembro, em Hong Kong.

O comissário de Comércio da UE, Peter Mandelson, reagiu, nesta terça-feira, ao pessimismo manifestado pelo Brasil e a Índia, de que as metas propostas pela OMC possivelmente não serão alcançadas. "Assim que forem reduzidas as expectativas, a indiferença ameaça tomar conta", advertiu.

Inacio Lula da Silva

Lula: negociação da OMC tem prioridade para Brasil e EUA

Durante a Cúpula das Américas, no último final de semana, os países do Mercosul opuseram-se à formação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), sob o argumento de querer esperar a conclusão até 2006 da rodada de Doha, iniciada há quatro anos. No encontro de domingo (06/11) com o presidente norte-americano George W. Bush, em Brasília, Lula disse que as negociações da OMC têm prioridade para o Brasil e os EUA.

"Apesar dessa declaração de Lula, o encontro da OMC em Hong Kong pode resultar no que o presidente venezuelano Hugo Chaves disse a respeito da Alca: 'um cadáver, independentemente de como ele seja enfeitado'", escreve o jornal online alemão Netzeitung.

Comissário em apuros

Mendelson, que representa os 25 países da UE nas conversações em Genebra, tenta manter o otimismo, apesar de ser pressionado por todos os lados. O Brasil, EUA e outros países acusam a União Européia de proteger demais seu setor agrário. A oferta do bloco de reduzir em cerca de 40% suas taxas de importação de produtos agrícolas, é considerada insuficiente para que os demais países da OMC, em contrapartida, abram seus mercados de serviços e produtos industrializados.

Já o governo francês acusa a Comissão Européia de estar exagerando nas concessões por conta dos agricultores do país. A França ameaça usar seu direito de veto em Hong Kong, caso a UE faça concessões além do permitido pelo mandato de negociação delegado pelos países-membros.

Leia a seguir: ONGs criticam liberalização do comércio mundial e política agrária da UE

Leia mais