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Mundo

Negociações para paz na Ucrânia seguem sem acordo

Após 15 horas de reunião em Minsk, chefes de governo da Ucrânia, Rússia, Alemanha e França, além de líderes separatistas, continuam buscando acordo. Rebeldes querem retirada de tropas de Kiev da cidade de Debatseve.

Separatistas do leste ucraniano recusaram-se a assinar um cessar-fogo após 15 horas de negociação com líderes da Ucrânia, Rússia, Alemanha e França, que retomaram as discussões na manhã desta quinta-feira (12/02), em Minsk. Após conversas durante toda a madrugada, as partes não conseguiram chegar a um acordo de paz.

Segundo participantes do encontro, rebeldes pró-Rússia exigem que as tropas ucranianas sejam retiradas da cidade de Debatseve antes de assinar qualquer acordo. Cerca de 5 mil soldados ucranianos lutam na estratégica cidade, cujo entroncamento ferroviário conecta as bases separatistas em Donetsk e Lugansk.

Negociadores presentes em na capital de Belarus afirmam que houve progressos, mas têm evitado divulgar detalhes das negociações. Mais de 5,3 mil pessoas morreram nos confrontos entre rebeldes pró-Rússia e tropas aliadas a Kiev no leste da Ucrânia. E a violência aumentou nos últimos dias.

Líderes europeus aumentaram os esforços para se chegar à paz na região especialmente depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sob pressão interna, afirmou avaliar a possibilidade de enviar armas e munição para as Forças Armadas da Ucrânia. A União Europeia considera que a medida agravaria ainda mais o conflito, e colocaria em risco as chances de um acordo diplomático.

A reunião de cúpula para tentar alcançar a paz no leste ucraniano começou no início da noite desta quarta-feira. Os presidentes da Ucrânia, Petro Poroshenko, da Rússia, Vladimir Putin, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o chefe de Estado francês, François Hollande, começaram a reunião sem a presença de conselheiros, para realizar consultas informais. Em seguida, os líderes sentaram-se acompanhados dos respectivos ministros do Exterior e dos demais membros das delegações oficiais.

Em declarações após um intervalo na rodada de negociações, na manhã desta quinta-feira, Poroshenko teria dito que a Rússia havia imposto algumas condições que a Ucrânia considera inaceitáveis.

MSB/ap/dpa/rtr

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