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Mundo

Negociações da UE com Irã prosseguem mesmo após renúncia

Apesar do surpreendente anúncio de renúncia de Ali Larijani, negociador-chefe do Irã acerca de seu programa nuclear, a União Européia garantiu que dará prosseguimento às negociações com seu sucessor, Said Jalili.

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Larijani em Munique: mais moderado?

As negociações entre a União Européia e Teerã acerca do programa nuclear iraniano prosseguirão normalmente na próxima terça-feira (23/10) em Roma, apesar do surpreendente anúncio da renúncia do negociador-chefe iraniano, Ali Larijani, neste sábado (20/10).

O alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, se encontrará conforme previsto com o novo representante, garantiu sua porta-voz, lembrando que o encontro já foi inclusive confirmado por autoridades iranianas.

No domingo, o governo iraniano anunciou que o novo negociador nuclear do país, o atual vice-ministro das Relações Exteriores, Said Jalili, e seu antecessor Larijani comparecerão juntos à reunião de terça-feira, em Roma, com o chefe da diplomacia da UE.

Como chefe do supremo conselho nacional de segurança do Irã, Larijani liderou as negociações com a União Européia (UE) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear de seu país, em um período de crescente tensão com o Ocidente.

Irã não mudará planos

Iran Saeed Jalili Dschalli Der neue iranische Atom-Chefunterhändler

Said Jalili será seu sucessor

Segundo o porta-voz do governo iraniano, Gholam Hossein Elham, Larijani teria encaminhado seu pedido de demissão diversas vezes, mas só agora este teria sido aceito pelo presidente Mahmud Ahmadinejad. Porém, adverte: "Larijani se demitiu por razões pessoais, o que não significa que haverá quaisquer mudanças na política ou no programa".

Temendo que Terrã esteja desenvolvendo armas atômicas, a União Européia e os Estados Unidos impuseram sanções econômicas através das Nações Unidas. No entanto, o Irã garante que só pretende empregar a tecnologia para a produção de energia. Na última semana, o presidente russo, Vladimir Putin, assegurou que não há nenhuma evidência de que o programa iraniano tenha objetivos militares.

No entanto, o ex-embaixador dos EUA na ONU, John Bolton, caracterizou a demissão de Larijani como "uma clara vitória para Ahmadinejad", um sinal de que "a liderança está determinada a dar continuidade ao programa nuclear". "Trata-se mais de personalidade e política interna, mas Ahmadinejad via Larijani como alguém que possuía uma perspectiva diferente a respeito da negociações", disse Bolton, sugerindo que Larijani fosse mais moderado.

Para o analista político Mohammad Sadegh al-Hosseini, trata-se de uma estratégia para aumentar o controle de Ahmadinejad sobre a política nuclear, de olho nas próximas eleições parlamentares em 14 de março e na eleição presidencial de 2009. "É um passo à frente na consolidação do poder de Ahmadinejad, que fecha as portas para todo tipo de diferença", disse.

Resposta imediata à "estupidez"

Ainda no sábado, o comandante da Brigada de Artilharia e Mísseis da Guarda Revolucionária, Mahmud Chaharbaghi, advertiu que, já "no primeiro minuto após uma eventual invasão pelo inimigo, 11 mil mísseis seriam lançados a bases inimigas", sendo que "o volume e a velocidade de disparo seriam mantidas".

No entanto, Chaharbaghi não identificou especialmente que bases seriam essas ou a que inimigo se referia. Autoridades iranianas alertaram repetidamente que seu exército tomaria como alvo forças dos EUA em operação no Iraque e no Afeganistão no caso de um ataque. Segundo Chaharbaghi, determinadas posições estariam sob intensa supervisão para que se possa "reagir imediatamente à estupidez do inimigo".

O Irã garantiu várias vezes que não iniciaria nenhum ataque, porém advertiu que reagiria severamente a qualquer ato de agressão à sua soberania. (rr)

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