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Mundo

Negociação sobre acordo nuclear iraniano é prorrogada

Ministro iraniano do Exterior acusa Ocidente de criar novos obstáculos, e Kerry diz que ainda há questões pendentes. Embargo de armas ao Irã e acesso de inspetores a instalações militares são os maiores entraves.

Pela em duas semanas, o Irã e as grandes potências mundiais prorrogaram nesta sexta-feira (10/07) o prazo das negociações sobre o controverso acordo sobre o programa nuclear iraniano. As conversas em Viena devem prosseguir até a próxima segunda-feira, quando acaba o novo deadline.

A Casa Branca afirmou que os Estados Unidos e os parceiros das negociações "nunca estiveram tão perto" de alcançar um acordo com o Irã sobre o programa nuclear.

Segundo a União Europeia (UE), a extensão das negociações foi necessária para alcançar uma solução definitiva e de longo prazo para o impasse. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou que algumas "questões pendentes" ainda precisam ser esclarecidas.

Representantes da União Europeia e dos Estados Unidos disseram que a suspensão temporária das sanções ao Irã, definida em janeiro, também foi prorrogada até segunda-feira. A medida visava criar um bom clima para as conversas entre os países.

Apesar de Teerã acusar o Ocidente de criar novos obstáculos para um acordo, ambos os lados afirmaram que houve progressos nas últimas semanas. O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Philip Hammond, disse que o grupo vai voltar a se reunir no sábado para tentar resolver os impasses restantes.

"Nós estamos fazendo progressos, mas é dolorosamente lento", ressaltou Hammond. Já o ministro iraniano do Exterior, Mohammed Javad Zarif, acusa o Ocidente pelo impasse. "Agora eles têm demandas excessivas", afirmou.

O Irã e o chamado grupo 5+1 – formado por China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha – estão reunidos em Viena para tentar acabar com uma disputa que já dura mais de 12 anos, negociando os limites da atividade nuclear no Irã em troca do fim de sanções. A tentativa de chegar a um acordo sobre o tema já se arrasta por dois anos.

Os principais pontos de conflitos restantes incluem o embargo de armas ao Irã, imposto pela ONU e que as nações ocidentais desejam manter, o acesso de inspetores das Nações Unidas a instalações militares iranianas, negado por Teerã.

O acordo definitivo seria o maior passo para a reaproximação entre o Irã e o Ocidente desde 1979, quando a Revolução Iraniana afastou os dois lados.

CN/rtr/ap/lusa

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