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Mundo

Negligenciar sai mais caro que preservar, diz ministro alemão

Montreal sedia a primeira conferência sobre o clima após entrada em vigor do Protocolo de Kyoto. Alemanha exige novos passos para reduzir emissões poluentes e quer continuar sendo precursora na proteção ao meio ambiente.

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Dióxido de carbono é uma das maiores ameaças ao clima

"O Protocolo de Kyoto, em vigor deste fevereiro último, é só um primeiro passo. Outros passos, mais ambiciosos, devem segui-lo", disse o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, em Berlim, por ocasião da abertura da Conferência Internacional das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Montreal, nesta segunda-feira (28/11).

O ministro social-democrata assegurou também que a Alemanha pretende manter seu papel de precursora na proteção ao meio ambiente. "As dimensões das mudanças climáticas continuam sendo subestimadas e irresponsavelmente ignoradas", advertiu.

Sigmar Gabriel

Ministro Sigmar Gabriel

"Quem ainda reclama dos altos custos da proteção ao clima deveria refletir sobre o altíssimo preço da negligência no cuidado do meio ambiente", advertiu Gabriel, que participará da conferência ministerial entre 7 e 9 de dezembro em Montreal.

Objetivos distantes

Esta é a primeira conferência mundial sobre o clima após a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto em fevereiro. Neste protocolo de 1997 os países industrializados signatários se comprometem a reduzir, até 2012, 5% de suas emissões poluentes registradas em 1990.

Enquanto grandes violadores da proteção ambiental, como os EUA, nem sequer assinaram o acordo de Kyoto, a União Européia corre atrás das promessas feitas para cumprir as determinações do protocolo. Ele prevê que os 15 países-membros mais antigos da UE reduzam – até 2012 – 8% das emissões registradas em 1990. Até agora, o grupo de países só conseguiu 1,4%. A Alemanha, cujo objetivo é reduzir as emissões em 21%, já cumpriu 18,5% desta meta.

Um " protocolo de Montreal"?

Metas para depois de 2012 estão em debate em Montreal. O novo governo alemão já adiantou que defende objetivos mais ambiciosos que os alinhavados em Kyoto. O Protocolo de Kyoto baseia-se na Convenção sobre as Mudanças do Clima, de 1992, ratificada inclusive pelos Estados Unidos.

Dos 189 signatários desta convenção, 156 ratificaram Kyoto, mas apenas 38 países industrializados são atingidos pela redução das emissões poluentes. O objetivo do novo governo de Berlim é, em curto prazo, atrair também países emergentes e nações em desenvolvimento para a tarefa da proteção internacional do clima.

Um estudo inédito apresentado pela Convenção Quadro das Nações Unidas para a Mudança do Clima (UNFCCC) na semana passada em Bonn revelou que, apesar de terem reduzido a emissão de gases poluentes nos últimos anos, os países desenvolvidos aumentarão o lançamento de dióxido de carbono para a atmosfera em 11% até 2010, segundo um estudo da ONU. Ambientalistas advertem que, para preservar o clima além de 2012, é preciso obrigar também países como a China e a Índia a reduzirem suas emissões.

O presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima, Richard Kinley, não acredita, no entanto, que sejam estabelecidos novos objetivos de porte para a proteção ambiental neste encontro no Canadá.

"Mesmo assim, é interessante o que realmente vai acontecer em Montreal. Em primeira linha, os signatários do Protocolo de Kyoto terão de acertar as regras do jogo para que o acordo funcione na prática", disse Kinley.

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