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Economia

Negócios junto à roda

Grupo Conti transferiu fábricas, ampliou seu leque de produtos para além de manufaturados de borracha para automóveis e, após anos amargos, está de volta ao primeiro time das grandes empresas alemãs.

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Nem só de pneus vive a Continental

Seja Volkswagen, BMW, Audi, Porsche, Mercedes ou Ford, boa parte dos carros zero quilômetro que saem das linhas de montagem instaladas na Alemanha costuma calçar pneus Continental. Com matriz em Hanôver, a principal fabricante de pneumáticos do país nasceu em 1871. Na época, sua produção restringia-se a artefatos de borracha flexível e pneus maciços para carruagens e bicicletas. Hoje, mais da metade do faturamento do grupo vem de soluções tecnológicas.

Investir em tecnologia tem longa tradição na Continental. Em 1892, a companhia foi a primeira a produzir, na Alemanha, pneumáticos para bicicletas. O pioneirismo repetiu-se em 1921, quando lançou no mercado alemão pneus com tecido têxtil e os primeiros pneus de grande diâmetro, substituindo os maciços, até então ainda utilizados em automóveis de passeio.

Na última década de 70, a Continental ganhou porte de conglomerado multinacional, comprando outras empresas, como a Techno-Chemie, fabricante de mangueiras. O processo ganhou velocidade no fim dos anos 90, quando o grupo precisou passar por séria reestruturação para sobreviver. Em 1998, por exemplo, incorporou a divisão de freios e chassis da americana ITT. O investimento deu à Continental a liderança mundial no segmento de freios.

Menos borracha, mais tecnologia

Diante de sua crise em meados da década passada, a empresa foi afastada em 1996 da cotação do DAX, principal índice da Bolsa de Valores de Frankfurt, do qual fazia parte desde seu início. Fabricar pneus na Alemanha e outros locais com mão-de-obra cara perdera sua lucratividade.

A solução foi fechar cinco fábricas deficitárias e abrir novas unidades de produção no Leste Europeu. Na República Tcheca, construiu uma das maiores fábricas de pneus do mundo. Para a Romênia, transferiu não só produção, como também pesquisa e desenvolvimento. Hoje, 50% dos pneus de automóveis e 60% dos de caminhões são fabricados pela Continental fora do território alemão.

Autoreifen

Uma funcionária inspeciona pneus esportivos na matriz de Hanôver

A nova estratégia não visou apenas reduzir os custos dos pneus, mas também ampliar o leque de produtos. Além de pneumáticos, mangueiras, correias e outros artefatos de borracha, a Conti - como o grupo também é conhecido -produz atualmente equipamentos de alta tecnologia, especialmente relacionados à segurança de veículos, como freios antitravamento ABS, sistemas antiderrapagem ESP e de controle de tração ASR.

A divisão Conti Automotive Systems (Cas) já responde até mesmo pela maior parte do faturamento do conglomerado. Após terminar 2001 com prejuízo, o grupo faturou 11,4 bilhões de euros e lucrou 694 milhões em 2002, com perspectivas de superar este resultado este ano. Os sistemas automotivos representam 42% do faturamento, enquanto os pneus de veículos de passeio correspondem a 32% e os de veículos utilitários 10%. Os pneumáticos Continental equipam também veículos industriais (empilhadeiras, por exemplo) e de agricultura (tratores etc.).

De volta ao DAX, sem fábrica no Brasil

A recuperação recompensou o conglomerado com mais uma página inédita na história empresarial alemã. Pela primeira vez nos 15 anos de existência do DAX, uma companhia retorna ao primeiro time das 30 empresas cotadas para o índice. A decisão foi tomada na terça-feira, 19 de agosto, e passará a ser aplicada em 22 de setembro. Desde julho, seu capital apresenta-se completamente pulverizado. Último grande acionista, o grupo financeiro Allianz reduziu sua participação para menos de 5%.

A Conti emprega atualmente cerca de 65 mil trabalhadores em 80 unidades de produção distribuídas pelo mundo. Na América Latina, o grupo possui fábricas na Argentina, Equador e México. No Brasil, está presente desde 1997, fornecendo pneus para montadoras como Volkswagen/Audi, Ford, Renault, Peugeot e Mercedes-Benz, além de diretamente aos consumidores.

Além da marca Continental, o grupo detém as marcas de pneus General Tyre, Uniroyal, Semperit, Barum, Gislaved, Mabor e Viking. No segmento de sistemas automotivos, Teves, Temic e Ak Bremsen representam o conglomerado, enquanto seus equipamentos técnicos levam as marcas ContiTech e Paguag.

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