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Economia

Negócio é negócio; política é política

As relações comerciais entre a Alemanha e os Estados Unidos não serão abaladas pelas diferenças políticas entre os dois países. Esta foi a principal conclusão do encontro teuto-americano, realizado em Colônia e Bonn.

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O líder empresarial Michael Rogowski continua apostando no mercado americano

Os dois dias de consultações entre políticos americanos e representantes do empresariado alemão contribuíram para acabar com os temores de um possível boicote americano contra produtos made in Germany. Apesar da "disputa séria" no âmbito político, os dois países continuam mantendo excelentes relações comerciais, formulou Michael Rogowski, presidente da Confederação da Indústria Alemã (BDI), nesta sexta-feira (21/02), último dia do Encontro Econômico Teuto-Americano.

Os participantes da US-German Round Table foram unânimes em afirmar que o comércio entre ambos países está calcado em um "fundamento sólido", difícil de ser abalado pelas diferenças entre os governos Bush e Schröder. O conflito na esfera política não é capaz de gerar, por parte do governo americano, restrições contra a Alemanha.

Sanções oficiais, como os Estados Unidos já aplicaram em outros países, são "praticamente improváveis" de serem aplicadas na Alemanha, garantiu Bonker, presidente do Instituto Internacional de Desenvolvimento e Gerência, explicando ainda que o Congresso americano jamais aprovaria uma medida drástica como essa.

Família com os mesmos valores

O deputado americano Tom Lantos frisou que tais sanções seriam "completamente inaceitáveis". Ele recusa toda e qualquer possibilidade de boicote contra produtos ou serviços da Alemanha. "Esse não é o caminho adequado para com nossos amigos alemães." Tal "castigo" seria inclusive contraproducente, pois prejudicaria o mercado americano.

Lantos, 75 anos, é parlamentar do Partido Democrático desde 1980. No encontro em Bonn, ele lembrou que fez oposição a Bush durante a campanha eleitoral. Lantos condenou, entretanto, os que acusam o presidente americano de instigar uma guerra. À parte das diferenças políticas, ele assegurou que os laços teuto-americanos são extremamente fortes, como de uma família estruturada com os mesmos valores, sem espaço para rixas maiores.

Sem mudanças

O presidente da BDI afirmou que não existe qualquer fato considerável que aponte uma mudança de comportamento nas relações comerciais entre ambos os países. Rogowski não acredita que os empresários alemães terão mais dificuldades em continuar atuando no mercado americano.

Tal opinião é compartilhada por Norbert Burgess, chefe de uma filial da Mercedes Benz em Washington, parte da subsidiária da DaimerChrysler, que emprega mais de 100 mil pessoas nos Estados Unidos. Em recente declaração, ele disse que a discórdia política não é capaz de influenciar o comprador.

"As pessoas compram um carro da Mercedes porque é um bom veículo, por causa de sua tecnologia, segurança e de seu valor de revenda. A política, nesse caso, não tem a menor importância", concluiu o empresário alemão.

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