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Economia

Navegação comercial alemã cresce, mas carece de mão-de-obra

Alemães controlam um terço do transporte mundial de mercadorias pelo mar e lucram com o aumento no comércio entre os países, mas não estão livres de problemas: a alta no preço dos combustíveis e a falta de pessoal.

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Contêineres no porto de Hamburgo, o maior da Alemanha

A navegação comercial marítima alemã passa por uma excelente fase, mas está ameaçada pelos aumentos de custos e de falta de pessoal especializado, segundo o balanço anual da Associação Alemã de Armadores (VDR).

Neste ano, a frota mercante alemã terá um crescimento em torno de 10%. O número de postos de trabalho em navios com bandeira alemã aumentou 25% desde 2003, chegando a 14 mil. Em terra, a alta foi de 14%, para mais de 20 mil empregos.

Por trás dos bons números estão o incremento do comércio mundial e o crescimento das vendas alemãs para o exterior – o país é líder mundial em exportações. O comércio de mercadorias entre os países cresceu 9% este ano. Para o ano que vem, a expectativa é que o número se repita.

Frota

Os números da navegação marítima alemã são superlativos. Com 1280 unidades, a Alemanha possui a maior frota de navios de carga do mundo. Se forem considerados todos os tipos de navio mercante, a frota alemã chega a quase 3 mil embarcações, atrás apenas da Grécia e do Japão. Os alemães controlam cerca de um terço da navegação comercial marítima mundial.

Mas, segundo o diretor-geral da VDR, Hans Heinrich Nöll, nem todos os armadores estão lucrando com os bons tempos. "Há diferenças entre as linhas de navegação. No tráfego com os EUA, há no momento uma redução no número de cargas. Com a Ásia, está melhor ou mesmo estável", avaliou.

"Outro problema é a disparidade no tráfego. Numa direção, os navios viajam carregados e, na outra, voltam praticamente vazios", completou. Mas a principal ameaça vem do aumento no preço do combustível, cujo valor chegou a triplicar durante o ano, e dos custos com pessoal, causados principalmente pela carência de mão-de-obra especializada.

Carência de pessoal

De acordo com Leonhardt, há uma grande dificuldade em encontrar pessoal – inclusive capitães – que falem alemão. "Precisaríamos que 600 pessoas se especializassem no setor de marinha mercante por ano, mas teremos apenas 150 neste ano e 200 no ano que vem", comentou.

A VDR disponibilizou cerca de 1 milhão de euros para os centros de formação de profissionais de navegação. "A Alemanha está aproveitando e expandindo o seu potencial em navegação marítima", afirmou Leonhardt. A expectativa da associação é aumentar a frota com bandeira alemã entre cem e 500 navios por ano até 2008 e em mais cem por ano até 2010.

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