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Economia

Natal minguado na Alemanha

As lojas e as ruas de comércio da Alemanha encheram-se de consumidores potenciais no último sábado, quando se deu início à temporada de vendas de Natal. Mas as vendas foram parcas.

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Lojas cheias, mas pouco consumo

Este ano, o comércio varejista deverá registrar o faturamento mais baixo dos últimos vinte anos. Segundo a edição online da revista Der Spiegel, o consumidor alemão reagiu com uma greve de compras coletiva aos planejados aumentos de impostos e de contribuições sociais. "O prazer de buscar presentes de Natal é tão pequeno, como já não ocorria há 20 anos", afirma a publicação.

O problema de retração das vendas agrava-se há meses. Para Rainer Hecker, diretor da Sociedade de Produtos Eletrônicos de Entretenimento e Comunicação (gfu), as empresas do setor esperaram uma melhoria da situação após as eleições parlamentares de setembro. Mera ilusão: "A retração do consumo aumentou ainda mais. E as perdas registradas até agora não poderão mais ser compensadas, nem mesmo se as vendas de Natal forem excepcionais."

E, ao que tudo indica até agora, são poucas as perspectivas de um Natal lucrativo para o comércio varejista alemão. Hecker já não acredita que possa ser atingido o prognóstico mais otimista: uma redução de "apenas" 3% nas vendas em relação ao ano passado, que já não foi dos melhores.

Otimismo pouco convincente

O porta-voz da Confederação do Comércio Varejista Alemão (HDE), Hubertus Pellengahr, demonstra otimismo ostensivo, afirmando que o setor vê a temporada de Natal com muita confiança numa revitalização dos negócios. Mas seu tom é pouco convincente. Pellengahr admite que o início da temporada natalina, no último sábado, ficou abaixo dos resultados obtidos um ano antes.

Uma rápida enquete entre os lojistas filiados à HDE revelou que cerca 75% do comércio obteve resultado igual (25%) ou inferior (50%) ao de 2001. E os 25% que tiveram uma evolução positiva, tampouco relatam um aumento vultoso. A Confederação também prevê para o ano de 2002, em seu todo, uma retração de vendas da ordem de 2,5 a 3% em relação ao ano anterior. O consumo natalino – ainda que venha a aumentar enormemente – já não poderá modificar muito tal quadro.

Queda histórica de preços

A greve de consumo traz para o comércio um problema paralelo: a queda dos preços. A fim de incentivar as compras e reduzir seus estoques de mercadorias, o varejo alemão vê-se obrigado a conceder abatimentos inusitados de preço. Institutos de pesquisas econômicas chegam a falar de "queda histórica dos preços". Para os lojistas isto significa uma perda considerável de lucros, ao lado da redução no volume de vendas.

Segundo Manfred Dimper, da Confederação Alemã das Centrais de Defesa do Consumidor, a situação calamitosa do comércio varejista neste ano acabou por anular uma das regras mais conhecidas pelos consumidores: "Antigamente, sempre foi sensato esperar até depois das festas natalinas para comprar brinquedos, artigos domésticos, roupas ou jóias. Pois, passado o Natal, a queda dos preços era certa. Agora, as ofertas especiais estão vindo uma após outra."

Previsões contraditórias

Na opinião de Pellengahr, da HDE, os consumidores devem aproveitar agora as ofertas, pois o varejo já não dispõe de margem para maiores reduções de preço. A seu ver, a tendência será mesmo de um aumento dos preços após o Natal.

Isto é contestado pelo Instituto de Pesquisa Econômica (Ifo), de Munique. De acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira (2/12), os preços deverão continuar baixando nos próximos meses, pelo menos na parte ocidental do país. Com um volume de vendas inferior ao do ano passado, é enorme a pressão de esvaziamento dos depósitos de mercadorias, que pesa sobre o comércio lojista.

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