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Mundo

Napolitano nomeia premiê para tentar livrar Itália de impasse

Centro-esquerdista Enrico Letta, de 46 anos, tem desafio de superar diferenças entre partidos para dar um governo à terceira maior economia da zona do euro, mais de dois meses após eleições.

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, nomeou nesta quarta-feira (24/04) o centro-esquerdista Enrico Letta como primeiro-ministro. Ele terá a difícil missão de formar um novo governo e tirar o país da inércia política instaurada após as eleições de 24 e 25 de fevereiro.

Letta, de 46 anos, é subsecretário do Partido Democrático (PD), onde era homem de confiança de Pier Luigi Bersani – que em março recebeu de Napolitano a mesma função de formar um governo, mas não obteve sucesso. Bersani renunciou como secretário-geral da legenda na sexta-feira passada.

"Esse governo não nascerá a qualquer preço, mas sim se as condições se apresentarem. Depositarei todo o meu empenho, porque os italianos não aguentam mais os joguinhos da política", disse Letta. "Com grande humildade e noção dos meus limites, mas com uma determinação forte, coloquei-me à disposição para cumprir a vontade do presidente."

Presidente quer ampla coalizão

As eleições gerais de fevereiro deram o controle da Câmara dos Deputados à centro-esquerda de Bersani, mas não o do Senado, onde só a aliança com a centro-direita, do ex-premiê Silvio Berlusconi, ou com o Movimento Cinco Estrelas, do comediante Beppe Grillo, pode permitir a formação de um governo.

Italien Enrico Letta 24.04.2013

Enrico Letta possui larga experiência política, apesar de ter apenas 46 anos

Apesar da pouca idade em comparação com outros políticos italianos – Napolitano, por exemplo, tem 87 anos – Letta tem larga experiência. Europeísta, foi parlamentar europeu, três vezes ministro e subsecretário da Presidência durante o contestado governo de Romano Prodi (2006-2008).

"A única perspectiva possível é uma ampla coalizão", assegurou Napolitano, após anunciar sua opção por Letta. Napolitano foi reeleito no fim de semana passado de forma conturbada. Seu mandato se encerrava no fim de maio, e ele já havia dito que não tinha a intenção de continuar. A falta de consenso no Parlamento, no entanto, acirrou a instabilidade na terceira maior economia da zona do euro e o forçou a continuar no cargo.

Formação de governo incerta

Desde as eleições parlamentares, a Itália se encontra num beco sem saída. No país, o presidente não exerce funções governamentais, mas é figura-chave nos processos de mediação política e o único capaz de convocar novo pleito legislativo.

Letta disse ter aceitado o cargo "com reservas". Primeiramente, explicou, vai pedir tempo para iniciar as consultas com todas as forças parlamentares, e só depois voltará a se reunir com Napolitano, para decisões definitivas sobre a formação do governo.

"Temos que fazer juntos as reformas necessárias, e com a máxima participação possível. Tudo isso pode ser feito se aItália e a Europa mantiverem uma linha de mudanças. A União Europeia tem estado demasiadamente concentrada nas políticas de austeridade, que não bastam", afirmou. "O país precisa de respostas."

A configuração do próximo governo italiano é uma incógnita. Atualmente, só se sabe que forças ficarão de fora: o partido Esquerda Ecologia Liberdade, que rejeita qualquer acordo com Berlusconi, e o movimento de Beppe Grillo, que logo após a eleição já anunciara que na próxima legislatura ficaria na oposição, de qualquer forma.

RPR/ap/afp/rtr/lusa

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