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Economia

NAFTA ajuda expansão de firmas alemãs

Empresas alemãs como a Volkswagen, Siemens, BASF e Bayer expandiram-se fortemente, a partir do México, por causa do Acordo de Livre Comércio da América (NAFTA), firmado dez anos atrás entre os EUA, Canadá e México.

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Mapa e bandeiras dos membros do NAFTA - EUA, Canadá e México

O tratado de livre comércio vigente desde 1º de janeiro de 1994 transformou o México de uma economia relativamente fechada em uma das mais abertas do mundo. Conforme as estatísticas que o governo gosta de propagar, o valor das exportações aumentou de US$ 51,8 bilhões no ano de 1993 para US$ 166,4 bilhões no ano 2000. Este aumento gigantesco em apenas sete anos beneficiou especialmente as grandes firmas com estratégia voltada para o comércio exterior, como é o caso das multinacionais alemãs com subsidiárias no México.

Os investimentos estrangeiros no país quadruplicaram. A média anual de US$ 3 bilhões nos anos 80 aumentou agora para aproximadamente US$ 12 bilhões. Muitas firmas estrangeiras instalaram novas fábricas no país, a fim de produzir com mão-de-obra barata e exportar mais para os Estados Unidos.

Perdedores e ganhadores - Não é, porém, nada impressionante o crescimento econômico de menos de 2% ao ano, nesta primeira década de vigência do tratado de livre comércio do país em desenvolvimento com a superpotência americana e o Canadá. Daí a persistência do debate sobre se o NAFTA ajudou ou prejudicou mais os mexicanos. Os agricultores mexicanos se sentem como os principais perdedores, em virtude da importação dos produtos agrícolas subsidiados dos Estados Unidos.

"A principal vantagem do NAFTA é para as empresas que tiveram, desde o início, uma estratégia certa para exportações", constata o diretor da Câmara de Comércio Teuto-Mexicana (CAMEXA), Giselher Foeth. No geral, ele acha que o resultado do livre comércio é positivo para o México. Mas admite que se deram mal as empresas mexicanas que não se adequaram à nova concorrência.

Der letzte Käfer für das Volkswagen Automuseum Wolfsburg

O último Fusca que a Volkswagen montou no México

A Volkswagen é o maior empregador no México e desde o início do NAFTA tratou de garantir a internacionalização da produção de sua fábrica em Puebla. Da produção anual de 300 mil veículos Jetta e New Beetle, 80% são exportados, sendo 60% para os EUA e 15% para o resto do mundo. Nos próximos cinco anos, a montadora alemã planeja investir mais US$ 2 bilhões em sua fábrica de Puebla.

A Siemens aproveitou o boom da indústria automobilística mexicana dos anos 90 para ampliar a sua produção de componentes. De 1994 para cá, o grupo montou novas fábricas de equipamentos eletrônicos para automóveis nas cidades de Aguascalientes, Guadalajara, Puebla, Ciudad Juárez e Monterrey. Elas exportam para mais de 12 países.

A BASF transformou-se numa verdadeira sociedade de produção nos anos 90, graças ao NAFTA, segundo o presidente da subsidiária no México, Nicolás José Ivandic. A empresa situada em Altamira, no Golfo do México, investiu desde 1995 mais de US$ 450 milhões num parque industrial totalmente novo. Sem os lucros proporcionados pelo tratado de livre comércio, estes investimentos seriam muito menores, segundo Ivandic.

A Bayer, que também produz Aspirina no México entre outros produtos químicos, é uma das empresas alemãs mais antigas no país latino-americano. "Nós aumentamos a nossa capacidade em alguns setores que não têm concorrência internacional", disse o presidente da Bayer do México, Georg Braunleder. A Bayer do México exporta atualmente para 33 países.

Desde que o NAFTA existe, médias empresas alemãs também ousaram se instalar no México, embora a Câmara de Indústria e Comércio Teuto-Mexicana ache que poderiam ser muito mais. Como fatores negativos, o empresariado estrangeiro aponta a burocracia, a criminalidade e uma legislação trabalhista que via de regra dá ganho de causa aos trabalhadores. Além disso, as médias empresas têm dificuldade de encontrar mão-de-obra especializada. As grandes empresas costumam formar os seus próprios especialistas.

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