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Economia

Nada além do necessário

Para conseguir colocação, muitos alemães se apresentam como os melhores profissionais do mercado. Mas no dia-a-dia se esquecem de cumprir suas palavras. Porém, não é para ter pena dos patrões.

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A onda de frustração chegando ao emprego

Sempre quando os despertadores tocam de manhã na Alemanha, o que se espreguiça nas camas não é a boa vontade, mas sim a indisposição, junto ao desinteresse e à frustração. A maioria dos trabalhadores e funcionários alemães não está contente com seu emprego: foi este o resultado de uma pesquisa recente do instituto Gallup, de Potsdam.

A incapacidade das gerências

Nas empresas alemãs, apenas 12% dos empregados gostam do seu emprego e estão satisfeitos com sua situação profissional. De suas cabeças surgem idéias novas e de suas mãos, trabalhos sempre bem feitos. A grande maioria, no entanto, esconde sua vontade e sua creatividade, se é que as tem. Setenta por cento fazem apenas o estritamente necessário, nada além. E 18%, por sua vez, vivem em estado de "emigração interior": se comportam como se já tivessem pedido sua demissão. Simulam doenças ou apenas fingem estar trabalhando.

É, em primeiro lugar, a administração incapaz que provoca a falta de lealdade à empresa. “Na Alemanha o diálogo entre os empregados e a gerência é pior que, por exemplo, nos EUA”, diz Gerald Wood, gerente da Gallup Alemanha. Além disso, processos demorados de seleção e recrutamento, bem como poucas opções de carreira, resultam em desinteresse e indisposição dos empregados.

Mais felicidade no sul

E a satisfação diminui cada vez mais: em 2002, ainda 15% dos empregados estavam satisfeitos. “Essa queda resulta, também, da atual situação econômica, que é difícil”, explica Wood. Muitos diretores e gerentes não se esforçam para seus empregados se sentirem bem na firma, já que existe uma fila enorme de desempregados.

Mas parece que no sul da Alemanha – na Baviera e em Baden-Württemberg – são menos as pessoas que já acordam com essa aversão ao trabalho: 14% dos empregados naqueles estados gostam do seu emprego. “Talvez as gerências do sul saibam, pelo menos um pouco melhor, como motivar os empregados”, supõe Wood. Quem ainda tem de aprender muito, são as gerências do Leste: apenas 10% dos seus empregados estão contentes.

Um preço alto

A falta de vontade de trabalhar sai cara. Cada ano causa um dano de até 260 bilhões de euro. Isto corresponde ao orçamente geral da Alemanha previsto para 2004. Mas a motivasão dos trabalhadores poderia ser bem melhor, como a situação nos Estado Unidos mostra: lá, 30% dos empregados afirmam ter uma forte lealdade à sua empresa. Logo a seguir vêm o Canadá (24%), Israel (20%), Austrália (18%) e a Inglaterra (17%). Mas a Alemanha ainda não tomou posse do último lugar: atrás dela vêm o Japão (9%) e a França (6%).

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