Na China, empresários alemães reclamam de barreiras para o mercado | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 17.07.2010
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Na China, empresários alemães reclamam de barreiras para o mercado

Executivos alemães veem problemas na proteção de patentes e no acesso ao mercado, enquanto chineses pedem mais facilidade na obtenção de vistos. Apesar das divergências, Merkel e Jiabao dizem que as relações melhoraram.

default

Premiê alemã na China

O Fórum Econômico Alemanha-China em Xian, neste sábado (17/07), foi o ponto alto do segundo e último dia da premiê alemã, Angela Merkel, na China. Ela participou do evento acompanhada do primeiro-ministro Wen Jiabao. Apesar das divergências, os dois chefes de governo afirmaram que as relações entre os dois países melhoraram.

Durante o fórum, executivos alemães reclamaram de uma deficiente proteção de patentes na China, bem como de limitações de acesso ao mercado chinês. O presidente da Basf, Jürgen Hambrecht, chegou a falar de uma "transferência forçada de know-how " em troca de licenças para investir no país, um procedimento que, segundo ele, "não corresponde à nossa ideia de parceria".

Peter Löscher, presidente da Siemens, salientou que os empresários chineses devem ter igualdade de condições na Alemanha e na Europa, mas que se espera o mesmo para as empresas estrangeiras no que diz respeito a licitações públicas na China. As limitações de comércio e investimentos ainda existentes, como por exemplo na indústria automobilística e no setor de serviços financeiros, deveriam ser abolidas rapidamente, defendeu Löscher.

Reivindicações chinesas

Por outro lado, a crítica dos empresários chineses se volta, acima de tudo, para as regras para a obtenção de vistos na Alemanha. Merkel, que já havia ouvido reclamações semelhantes na Rússia, afirmou que o assunto terá que ser debatido com os outros países que integram o Espaço Schengen.

NO FLASH Merkel in China Wen Jiabao

Merkel e Wen Jiabao

Outro ponto de insatisfação dos empresários chineses é o acesso ao porto de Hamburgo, cuja profundidade não é suficiente para que grandes navios chineses possam ancorar. Por essa razão, 80% das embarcações vindas da China irão aportar em Roterdã em 2010 e apenas 20% em Hamburgo, destacou Wei Jiafa, presidente da Cosco, maior companhia de navegação chinesa.

Contratos bilionários

Paralelo ao encontro entre chefes de governo, foram assinados diversos contratos bilionários entre os dois países. Com a premiê Merkel viajaram 25 altos executivos de grandes empresas alemãs e diversos ministros. O titular da pasta de Meio Ambiente, Norbert Röttgen, assinou em Pequim acordos de cooperação, entre outros no setor de energias renováveis.

Merkel salientou durante sua visita que a confiança da China no euro é "um sinal muito importante". Segundo a premiê, o mercado financeiro europeu "era, é e continuará sendo no futuro" um dos principais locais de reservas de divisas chinesas.

SV/dw/dpa/afp/apn/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

Leia mais