Número de mortos em protestos na Venezuela chega a 37 | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 05.05.2017
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América Latina

Número de mortos em protestos na Venezuela chega a 37

Jovem baleado na cidade de Valencia é mais recente vítima. Em cinco semanas de violentos protestos, mais de 700 pessoas ficaram feridas e mais de 150 manifestantes continuam detidos.

Protestos são marcados por confrontos entre polícia e manifestantes

Protestos na Venezuela são marcados por confrontos entre polícia e manifestantes

Pelo menos 37 pessoas morreram em cinco semanas de violentos protestos na Venezuela. Mais de 700 pessoas ficaram feridas nas manifestações contra o governo de Nicolás Maduro, que estão sendo duramente reprimidas pela polícia. Mais de 150 manifestantes continuam detidos.

Opositores e defensores de Maduro, além de policiais e espectadores, estão entre os mortos. A maioria das mortes foi causada por armas de fogo.

A vítima mais recente, um jovem de 20 anos, faleceu nesta sexta-feira (05/05). O venezuelano foi baleado enquanto participava de um protesto na cidade de Valencia na quinta-feira. O Ministério Público está investigando o caso. Além do jovem, outras quatro pessoas ficaram feridas num confronto entre policiais e manifestantes.

Apesar da dura repressão, a oposição não pretende encerrar a onda de protesto que exige a destituição do presidente e a convocação de eleições no país. A esposa do opositor venezuelano preso Leopoldo López, Lilian Tintori, convocou para o sábado em Caracas uma marcha de mulheres contra a repressão do governo e pela garantia do direito constitucional de protestar.

Em coletiva de imprensa e representando a aliança de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD), Tintori pediu na quinta-feira para que as mulheres se mobilizem pelo futuro de seus filhos.

Crise na Venezuela

O estopim para a onda de protestos na Venezuela foi a decisão do TSJ de assumir as competências do Assembleia Nacional, de maioria opositora.

O golpe institucional foi amplamente condenado internacionalmente, e, sob pressão, a Corte acabou revogando a decisão, o que não foi suficiente para reverter a profunda queda na popularidade de Maduro.

A crise se agravou ainda mais com o anúncio de Maduro de convocação de uma Assembleia Constituinte que, segundo o líder, seria a única solução para o país. A oposição acusa o presidente, porém, de tentar adiar as eleições deste ano e a presidencial marcada para 2018. Pesquisas indicam que os chavistas seriam derrotados em ambos os pleitos.

Maduro e seus partidários afirmam que a oposição quer derrubá-lo à força como parte de uma conspiração apoiada pelos Estados Unidos para colocar um governo de direita no comando da Venezuela.

Entre outras coisas, opositores pedem eleições, o resgate da autonomia do Legislativo, liberdade para mais de 100 ativistas presos e um canal de ajuda humanitária do exterior para aliviar a crise econômica da Venezuela, onde faltam produtos básicos.

CN/efe/ap/rtr

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