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Mundo

Não há indícios de motivação terrorista, afirma presidente da Lufthansa

Carsten Spohr diz não ter explicação para a atitude do copiloto do voo 4U-9525, que teria propositalmente derrubado a aeronave, e afirma que empresa está em estado de choque.

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Carsten Spohr (e) ao lado de Thomas Winkelmann, presidente da Germanwings

O presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, afirmou nesta quinta-feira (26/03) que a empresa está em estado de choque com a notícia de que o copiloto do voo 4U-9525, da subsidiária Germanwings, teria propositalmente derrubado o avião, que caiu nos Alpes franceses nesta terça-feira.

"Não temos nenhuma informação sobre o que teria motivado o copiloto a tomar essa atitude terrível", afirmou Spohr. "Estamos diante de um enorme mistério." Ele disse não haver nenhum indício de que se trate de um ato terrorista ou que o copiloto tenha agido por alguma motivação terrorista.

Em entrevista coletiva concedida minutos após a promotoria de Marselha declarar que o

copiloto aparentemente teria colocado propositalmente o Airbus 320 em rota de queda

, Spohr destacou que o funcionário passara por todos os testes e estava apto a conduzir aeronaves. "Ele [o copiloto] tinha condições de voar, não havia qualquer crítica com relação ao seu desempenho", ressaltou.

Spohr destacou que o processo seletivo para pilotos da Lufthansa e da subsidiária Germanwings envolve avaliações psicológicas e respeita padrões internacionalmente reconhecidos. Tanto o piloto quanto o copiloto do 4U-9525 passaram pelos testes.

Identificado como Andreas Lubitz, de 28 anos, o copiloto iniciou o curso de pilotagem em 2008 e começou como piloto na Germanwings em 2013. O curso chegou a ser interrompido por um período, mas Spohr não detalhou os motivos e acrescentou que isso é comum.

Spohr insistiu que a companhia aérea prioriza a segurança e o que aconteceu foi um "caso trágico individual". Ele disse ainda que nenhum sistema de segurança do mundo pode impedir que um caso como o do copiloto do voo 4U-9525 possa acontecer.

O presidente da companhia aérea alemã afirmou ainda que a empresa está em contato direto com investigadores na França, Alemanha e Espanha. "Em nossos piores pesadelos não poderíamos imaginar que uma tragédia dessas pudesse acontecer", afirmou.

Em resposta a perguntas dos jornalistas, Spohr disse que já começou a tratar de indenizações às famílias das vítimas. Ele concedeu entrevista ao lado do presidente da Germanwings, Thomas Winkelmann.

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