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Mundo

"Não" em plebiscito islandês dificulta ao país captação de crédito

Islandeses rejeitam em referendo acordo para indenizar investidores estrangeiros lesados pela falência de banco local. "Não" islandês prejudica negociações para admissão na União Europeia.

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Centenas protestaram em Reiquiavique antes do referendo

Segundo resultados preliminares do plebiscito realizado neste sábado (06/03), a grande maioria da população islandesa rejeitou um acordo relativo ao pagamento de indenizações ao Reino Unido e à Holanda, países com inúmeros investidores lesados pela falência do banco Icelandic Internet (Icesave).

Mais de 230 mil islandeses foram convocados a votar nesse referendo. O comparecimento às urnas ficou por volta de 60%. Com base em mais de 130 mil votos apurados, o "não" ao acordo fechado com os governos britânico e holandês venceu com maioria esmagadora (93,3% dos votos).

O primeiro referendo da história da Islândia registrou 5% de votos nulos e somente 1,7% a favor do pagamento de 2,5 bilhões de euros ao Reino Unido e 1,3 bilhão de euros à Holanda, como compensação pelos fundos adiantados pelos governos dos dois países para indenizar cerca de 340 mil de seus cidadãos clientes do banco islandês.

Referendo "sem sentido"

A realização do plebiscito foi considerada inadequada, porque britânicos e holandeses, entrementes, propuseram melhores condições de reembolso.

A primeira-ministra islandesa, Johanna Sigurdardottir, afirmou não estar surpresa com o "não" de seus compatriotas ao acordo inicial. Um dia antes do referendo, Sigurdardottir afirmara considerá-lo desnecessário, devido à mudança das condições de negociação com britânicos e holandeses.

Island Ministerpräsidentin Johanna Sigurdardottir im Alting in Reykjavik

Johanna Sigurdardottir não se surpreendeu com resultado

No acordo inicial, a Islândia se comprometera a pagar 3,8 bilhões de euros com juros de 5,5% até 2024. O Reino Unido e a Holanda ressarciram previamente mais de 300 mil cidadãos e agora exigem da Islândia o dinheiro de volta.

Essa soma, todavia, representa mais de um terço do desempenho econômico anual da ilha do Atlântico. Principalmente os altos juros provocaram indignação entre os islandeses.

Condição para empréstimos

Segundo o ministro islandês das Finanças, Steingrimur Sigfusson, o resultado do referendo foi "uma mensagem clara dos islandeses". Para ele, o resultado do referendo não diminui a necessidade de se encontrar uma solução aceitável aos três países.

A Islândia reconhece em princípio as obrigações de pagamento provenientes do colapso do Icesave, mas luta para melhorar as condições de ressarcimento. Um acordo definitivo com o Reino Unido e a Holanda vale como condição para a liberação de empréstimos estrangeiros necessitados com urgência em Reiquiavique.

O "não" dos islandeses deverá retardar a ajuda internacional. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e os países nórdicos prometeram 3,3 bilhões de euros em empréstimos para reaquecer a enfraquecida economia islandesa. Em 2009, a economia da ilha encolheu em 8% e neste ano provavelmente não deverá apresentar crescimento.

A disputa sobre o reembolso aos governos britânico e holandês também significa uma ameaça para o processo de admissão da Islândia na União Europeia. Em fevereiro, a Comissão Europeia deu início às negociações para eventual aceitação da Islândia no bloco europeu.

CA/lusa/dw/dpa/rtr

Revisão: Simone Lopes

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