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Brasil

"Não devo e não temo", diz Lula

Após depoimento à PF, ex-presidente critica Judiciário por "trabalhar com a imprensa". Ele diz que sempre esteve à disposição para esclarecimentos e fala em dia da "indignação" e do desrespeito à democracia.

Após prestar depoimento à Polícia Federal (PF), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (04/03) que sempre esteve à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e nunca se negou a depor, porque "não deve e não teme".

"Já fui prestar vários depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público. Se o juiz [Sérgio] Moro ou o Ministério Público quisessem me ouvir era só ter mandado um ofício, porque não devo e não temo", disse Lula em entrevista coletiva na sede do PT, em São Paulo.

O ex-presidente prestou depoimento por cerca de três horas no escritório da PF no aeroporto de Congonhas, em cumprimento a mandado de condução coercitiva. Ele definiu esta sexta-feira como um dia da "indignação" e do desrespeito à democracia.

"Não precisaria levar uma coerção à minha casa, dos meus filhos. Era só ter me comunicado", reiterou. "Lamentavelmente preferiram usar a prepotência, a arrogância, o show de pirotecnia. É lamentável que uma parte do Judiciário esteja trabalhando com a imprensa."

Além da condução coercitiva, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências do ex-presidente e de seu filho e no Instituto Lula, como parte da 24ª fase da Operação Lava Jato. As ações desta segunda-feira foram realizadas um dia depois de a revista IstoÉ ter revelado o suposto conteúdo da delação premiada do senador petista Delcídio Amaral, envolvendo Lula.

De acordo com o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que assistiu a parte do depoimento do ex-presidente, foram abordados diversos assuntos durante o depoimento, como as palestras que o ex-presidente concedeu após deixar o Palácio do Planalto e a ligação com um sítio em Atibaia, no interior paulista.

Segundo o procurador da República Carlos Fernando Lima da Operação Lava Jato, há indícios de que Lula recebeu pagamentos – em dinheiro, presentes ou benfeitorias em imóveis – de empreiteiras investigadas na operação. Os pagamentos teriam sidos divididos em cerca de 20 milhões de reais em doações para o Instituto Lula e cerca de 10 milhões de reais para palestras de empresas que também financiaram benfeitorias do sítio em Atibaia e de um apartamento triplex no Guarujá.

Na sede do PT, Lula disse que a PF e o juiz federal Sérgio Moro, que determinou os mandados de busca e apreensão desta sexta-feira, acenderam nele "a chama de que a luta continua". Em defesa da presidente Dilma Rousseff, Lula disse estão cerceando a liberdade dela de governar.

LPF/abr/rtr

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