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Mundo

Não como na Alemanha!

Os austríacos vão eleger neste domingo (24/11) um novo Parlamento. Mas quem aparece nos anúncios de uma campanha eleitoral sem conteúdo é Gerhard Schröder.

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Os dois candidatos a chanceler federal na Áustria: o conservador Wolfgang Schüssel (esq.) e o social-democrata Alfred Gusenbauer

Até o jornal alemão Bild am Sonntag, que não nutre simpatia nenhuma pela social-democracia, acha que os austríacos estão indo longe demais. Anúncios de página inteira em jornais da república alpina estampam o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, com comentários negativos sobre a sua política. Acontece que a eleição, que vai se realizar neste domingo (24), é para o Parlamento da Áustria, não tem nada a ver com a Alemanha.

A campanha de anúncios, iniciada pelo partido conservador do atual primeiro-ministro e candidato à reeleição, Wolfgang Schüssel, tem uma mensagem clara: se a oposição social-democrata tiver o maior número de votos e fizer uma coalizão com os verdes, a Áustria terá o mesmo destino que a Alemanha. Todo telespectador austríaco sabe pelos noticiários na televisão que o país vizinho não é um exemplo brilhante, no momento, no que se refere à situação econômica.

A Áustria de fato se sai melhor, na comparação com a Alemanha: os números relativos ao desemprego e ao déficit orçamentário correspondem à metade dos registrados na Alemanha; a taxa de crescimento da economia é duas vezes maior.

Todas as combinações são possíveis

O que Wolfgang Schüssel, do Partido Popular da Áustria (ÖVP), não diz claramente é qual será seu programa de governo e com quem pretende se aliar, para continuar no poder. Nenhuma combinação parece ser excluída pelo atual chefe de governo, que se tem pronunciado positivamente a respeito da cooperação com o Partido da Liberdade (FPÖ), radical de direita, com o qual subiu ao poder em 2000. Foi o rompimento da coalizão, em setembro, que deu origem à necessidade de antecipar as eleições parlamentares para um ano antes do previsto. As pesquisas de intenção de votos, porém, só apontam 10% para o FPÖ, que em 1999 se tornou o segundo mais forte partido da Áustria, com 27% dos votos.

Numa campanha sem conteúdo, Schüssel bate numa única tecla para evitar que seu maior concorrente, Alfred Gusenbauer do Partido Social-Democrata (SPÖ), chegue ao poder em coalizão com os verdes. Os observadores prevêem um páreo duro entre os dois candidatos ao posto de chanceler federal: ambos estão em torno dos 40% nas pesquisas.

Visita cancelada

Gerhard Schröder, que pretendia viajar a Viena na sexta-feira (22/11) para participar do comício de encerramento do SPÖ, cancelou sua visita, aborrecido com a utilização de sua imagem num contexto negativo na campanha eleitoral do país vizinho.

Os social-democratas não devem estar lamentando a ausência do chefe de governo da Alemanha. O próprio Gusenbauer comparou, em entrevista recente, a política do governo alemão vermelho-verde com o da coalizão do ÖVP com o FPÖ na Áustria, afirmando que ambas as alianças enganaram os eleitores ao silenciar sobre a verdadeira situação financeira do respectivo país.

Em tempos de vacas magras, que exigem medidas impopulares, nada como ficar apontando para as falhas dos outros.

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