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Mundo

Não basta controlar fronteiras para conter imigração ilegal

Ministros do Interior e da Justiça da União Européia decidem maior cooperação com países de origem e de trânsito dos imigrantes ilegais nas fronteiras sul e leste do bloco.

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UE quer migração controlada de africanos

No encontro encerrado nesta terça-feira (16/06) em Dresden, no Leste alemão, os ministros do Interior e da Justiça da União Européia (UE) definiram uma estratégia para combater a migração ilegal, principalmente da África para a Europa, através da Itália ou da Espanha.

O comissário de Justiça do bloco, Franco Frattini, advertiu para várias ondas de imigração ilegal previstas para os próximos meses. Para contê-las, o italiano apelou aos 27 países-membros para que contribuam com a Frontex. Segundo ele, a agência européia de combate à imigração ilegal, que tem sede em Varsóvia, necessita não só de mão-de-obra, mas também de navios, aviões e helicópteros.

Ajuda para o desenvolvimento

O controle de fronteiras, no entanto, não é suficiente para conter as ondas de refugiados."Se a União Européia quer que as nações de origem recebam os imigrantes ilegais de volta, é preciso oferecer algo a elas. Isto é ajuda ao desenvolvimento", disse o ministro alemão do Interior, Wolfgang Schäuble.

A União Européia pretende viabilizar a migração legal através de empregos temporários, já que quase todos os países da União Européia carecem de mão-de-obra para atividades não-qualificadas, como a colheita.

"Migração temporária" ou "migração circular" é o nome dado aos projetos piloto que serão iniciados em cooperação com alguns países africanos, eventualmente Mali, Gâmbia, Senegal e Mauritânia.

"Queremos abrir um caminho legal a um emprego na União Européia. Por outro lado, é preciso oferecer aperfeiçoamento profissional e cursos de idioma, pois também as pessoas que vêm apenas por um certo tempo precisam ser treinadas", disse Frattini.

O comissário lembrou também que é preciso a garantia dos países de origem, de que aceitarão seus cidadãos de volta após o fim do vínculo empregatício combinado.

Países estabelecerão cotas

Nas próximas semanas, a Comissão Executiva da União Européia pretende sondar a disponibilidade das nações africanas. Em troca, cientistas e universitários dos países interessados nesta parceria teriam facilidades na concessão de vistos para a UE.

Os resultados destas sondagens devem ser apresentados o mais rápido possível aos chefes de Estado e de governo do bloco, pois seu êxito depende dos ministros do Trabalho de cada país, quando estabelecerem as cotas para mão-de-obra africana em seus mercados de trabalho.

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