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Alemanha

Não apenas em caso de incêndio

Os bombeiros constituem a classe profissional de maior prestígio na Alemanha. Grande maioria dos que estão sempre à disposição, para combater incêndios e atuar na defesa civil, são voluntários.

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Bombeiros socorrem população atingida por enchente

Como todas as categorias profissionais que se prezam, os bombeiros alemães também têm sua associação de classe, que está completando em 2003 150 anos de existência. Nas comemorações oficiais, na cidade de Ulm, os bombeiros não apenas foram louvados pelo ministro do Interior, Otto Schily, como também receberam deles a promessa de que se empenharia por modernizar seus equipamentos — por meio de rádio digital, por exemplo — e pela melhoria das condições do seguro contra acidentes.

Erwin Teufel, governador de Baden-Württemberg, Estado em que se realizou a cerimônia, acentuou que uma pesquisa recentemente divulgada revelou que os bombeiros constituem a classe profissional de maior prestígio no país.

De incêndios e gatos

Gasalarm bei Höchst

Bombeiros atendem a um alarme por vazamento de gás na indústria química

Toda criança na Alemanha sabe que, em caso de emergência, deve ligar para o 112, número central dos corpos de bombeiros em qualquer parte do país. Ainda que os carros vermelhos que atravessam as ruas das cidades a toda velocidade com a sirene repetindo compassadamente "ta-ti-ta-ta" façam pensar em primeiro lugar em fogo, a lista de tarefas que os bombeiros são chamados a cumprir é quase interminável.

Apagar incêndios, socorrer vítimas de acidentes, resgatar veículos engavetados e caminhões que transportam cargas perigosas, quando se acidentam, prestar assistência à população atingida por enchentes, são apenas algumas delas. Sem esquecer dos casos — que vão parar invariavelmente nas páginas locais dos jornais — em que os bombeiros são chamados a resgatar algum gato que, depois de subir a um galho mais alto de uma árvore, é abandonado pela coragem e não consegue mais descer. Casos em que os donos dos animais recebem em seguida uma conta salgada para pagar.

De voluntários e mulheres

Quem viaja pela Alemanha fora das grandes rodovias, por estradas que conduzem por cidades menores e povoados, não pode deixar de notar os casarões, situados geralmente à margem das localidades, que abrigam os corpos de bombeiros voluntários. Em cidades com menos de 100 mil habitantes, eles são os únicos responsáveis pelo combate aos incêndios e a defesa civil.

Feuerwehr Brand im Altenheim

Combate a um incêndio em residência de idosos

Mas também as metrópoles não podem abdicar dos préstimos dos voluntários. Na Alemanha, os corpos de bombeiro profissionais não chegam a 100, enquanto há quase 24 mil formados exclusivamente por voluntários. Ao lado de 27 mil bombeiros com o status de funcionários públicos, mais de 1,1 milhão prestam serviço por livre e espontânea vontade, pelo entusiasmo de participar de uma tarefa em equipe e sem receber nem um tostão pelo empenho. A cota de mulheres entre eles é de quase 6%: no ano de 2000, de 1,069 milhão de bombeiros voluntários, 61.400 eram mulheres.

Em pé de igualdade

Claro, as comunidades pagam os veículos e os equipamentos necessários, mas a atuação dos voluntários não é remunerada. Muitos começam ainda adolescentes e ficam anos numa corporação — estudantes, operários, comerciários, artesãos. Quem tem um emprego, é dispensado pelo empregador, quando precisa acorrer a um chamado. "Disponível a qualquer hora" é o lema dos bombeiros voluntários.

Na hora de emergência, ninguém faz diferença entre um voluntário e um bombeiro a serviço do Estado. Ambas as categorias atuam lado a lado em pé de igualdade, e todos os bombeiros são representados pela associação instituída 150 anos atrás. Os voluntários têm plena consciência de sua importância: "Sem a gente, as coisas não funcionariam", afirma a universitária Katja, de 24 anos e há 12 voluntária de uma corporação baseada em Colônia.

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