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Mundo

Myanmar escolta barco com centenas de refugiados a bordo

Embarcação havia encalhado após ser abandonada por traficantes de pessoas no Mar de Andaman. Trata-se possivelmente de migrantes de Bangladesh e da etnia muçulmana rohingya, perseguida em Myanmar, de maioria budista.

O Ministério da Informação de Myanmar declarou nesta terça-feira (02/06) que a Marinha do país está escoltando um barco com 727 refugiados a bordo, encalhado no Mar de Andaman desde a última sexta-feira, para um local "seguro".

O porta-voz da presidência do país Ye Htut confirmou a notícia. "A Marinha está cuidando do caso, não conhecemos os detalhes", disse, sem precisar o destino "por motivos de segurança". Segundo o porta-voz, a Marinha do país forneceu água e comida aos refugiados a bordo da embarcação.

Ainda não se conhece a origem exata dos refugiados. Trata-se possivelmente de migrantes provenientes de Bangladesh e da etnia rohingya – minoria muçulmana perseguida em Myanmar.

As autoridades de Myanmar classificam os rohingya como "bengaleses", ou seja, cidadãos do país vizinho Bangladesh. Apesar de alguns deles viverem há gerações em Myanmar, o governo do Estado majoritariamente budista lhes nega a cidadania. Qualquer membro da etnia rohingya que deixar Myanmar é tratado como migrante ilegal, caso queira voltar.

Abandonados em alto-mar

Chris Lewa, da organização de ajuda humanitária Arakan Project, disse nesta terça-feira em Bangcoc que, desde 2012, 153 mil pessoas fugiram de Bangladesh e Myanmar.

A maioria delas pretende chegar à Tailândia através da Malásia. Com o endurecimento do governo tailandês diante das gangues de traficantes humanos, diversos navios com refugiados foram deixados em alto-mar.

Desde o início de maio, por volta de 1,8 mil pessoas chegaram à Indonésia, grande parte delas após uma travessia de meses em barcos superlotados. Outros 1,1 mil desembarcaram na Malásia, e 2,4 mil teriam voltado a Myanmar – inclusive os 727 do barco escoltado pela Marinha do país, disse Lewa.

CA/dpa/rtr

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