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Cultura

Museu Romano-Germânico exibe opulência do passado de Colônia

A grande atração é a Colônia dos tempos do Império Romano. Mas o Museu Romano-Germânico também tem em seu acervo peças arqueológicas de épocas que vão desde tempos pré-históricos até o início da Idade Média.

O Mosaico de Dionísio, um dos mais fascinantes mosaicos que restaram da Antiguidade, é a grande atração do Museu Romano-Germânico em Colônia. Exatamente no local do mosaico, havia uma mansão romana no ano 220 d.C. "O Mosaico de Dionísio é realmente a razão pela qual o museu se encontra neste local", comenta a gerente do museu, Friederike Naumann.

"Ele foi encontrado na guerra, durante a construção de um bunker. Após a guerra, foi decidido que este mosaico, que originalmente enfeitou o chão de uma mansão luxuosa, permaneceria aqui e que um museu seria construído sobre ele." O diretor do museu, Marcus Trier, observa que a atração do museu foi aberta ao público imediatamente após a guerra.

"Mesmo na cidade devastada, os cidadãos de Colônia sempre deram atenção à sua história", diz. Mas não só o mosaico atrai a atenção dos visitantes. Outra atração é visível do exterior. Acima do mosaico fica o monumento reconstruído do túmulo do legionário veterano Lucius Poblicius, de cerca de 40 d.C., um dos maiores túmulos romanos ao norte dos Alpes.

Vidro e joias

A maior parte do acervo é mostrada no espaçoso piso superior, que é disposto em torno de um pátio interno, no estilo das casas romanas. Nas imediações da Catedral de Colônia, tesouros únicos documentam a riqueza dos romanos. Os visitantes olham surpresos para os cerca de mil recipientes de vidro, encontrados em túmulos romanos em Colônia.

Filamentos de vidro coloridos ou decorações feitas no material de forma refinada são testemunhas da habilidade excepcional dos vidreiros da época. Colônia possui a maior coleção do mundo de vidro romano. Poucos passos adiante estão outras grandes atrações, que são joias romanas e da Alta Idade Média. Tesouros dourados e reluzentes que fazem imaginar a riqueza do seu primeiro dono. As peças foram encontradas em Colônia, na Renânia, e de algumas regiões europeias selecionadas.

***Achtung: Nur zur mit mit dem Museum abgesprochenen Berichterstattung verwenden!*** Dionysosmosaik, Detail © RGM/RBA Köln eingestellt im Mai 2012

Detalhe do Mosaico de Dionísio

Vestígios arqueológicos

O Museu Romano-Germânico apresenta o patrimônio arqueológico da cidade e dos arredores desde os tempos pré-históricos até o início da Idade Média. Uma terceira área temática mostra objetos do cotidiano e objetos das culturas de povos caçadores e coletores do período de 100.000 a cerca de 6.000 a.C. que foram encontrados na região.

O museu documenta os primeiros 100.000 anos da história humana. "Abrangemos um grande espaço de tempo do qual não há fontes escritas. Só a arqueologia pode contar essa história", afirma Marcus Trier. O Museu Romano-Germânico deve esses numerosos achados a cerca de 100 anos de trabalhos arqueológicos.

Milhares de túmulos romanos foram escavados. Na área do centro da cidade de Colônia, cerca de 150 túmulos romanos vieram à tona ultimamente. E durante a construção de uma nova linha de metrô nos últimos dez anos, foram descobertos cerca de 2,5 milhões de objetos. Mesmo os menores fragmentos são documentados, os contextos onde foram achados, fotografados e registrados em notas escritas.

Espírito arqueológico contra planejamento urbano

Isso nem sempre ocorre sem contratempos. Empreiteiras que planejam projetos de construção em Colônia devem contar com uma súbita interrupção das obras, caso durante a escavação para os fundamentos aparecerem fragmentos de cerâmica que possam ter de importância histórica.

Mas o diretor do museu não vê isso com preocupação. A preservação do patrimônio histórico é parte integrante do desenvolvimento da cidade. "Quem constrói em Colônia, é logo contatado por nós", lembra Trier. "Segurança de planejamento para quem constrói é uma questão muito importante. A aceitação da arqueologia em Colônia é muito boa. Nossos parceiros logo compreendem o que está sendo criado em nome do patrimônio público"

Auf dem Bild: Statue der Artemis (links). Aus Rocca di Papa (Italien). Marmor, römisch, nach einem griechischen Original des 4. Jhrs v. Chr. Apollo (rechts). Angeblich aus Tivoli, Villa des Hadrian. Marmor, vor der Mitte des 2. Jhrs n. Chr. Antikensammlung SMB (Staatliche Museen Berlin). Ausstellung „Rückkehr der Götter“, Römisch-Germanisches Museum Köln. Fotograf: Natalija Korolewa, DW Fotoerlaubnis habe ich von Frau Dr. Friederike Naumann-Steckner (Römisch-Germanisches Museum Köln) bekommen.

Estátuas de mármore de Artemis e Apolo, da coleção berlinense

Visita dos deuses gregos

Desde que o museu foi inaugurado, em 1974, sempre há exposições interessantes. Atualmente, uma família de deuses gregos visita Colônia: o deus dos deuses, Zeus, e Hera, a mãe dos irmãos Atena, Afrodite e Apolo. As peças vieram de Berlim, por um motivo não totalmente desvinculado de interesse próprio.

"Cada museu que deseja mostrar estas esculturas vindas da capital se compromete a restaurar uma estátua para os berlinenses. Em troca, podemos expor esse verdadeiro tesouro de estátuas em mármore, vasos gregos e estátuas de bronze", conta Friederike Naumann.

Viagem à Antiguidade

Três milhões de peças arqueológicas, desde objetos achados em grandes túmulos romanos até fragmentos de cerâmica, passando por vidros refinados e joias preciosas de um período que abrange 100 mil anos. Tanta riqueza histórica faz com que o visitante perca facilmente o fio da meada. Para que ele consiga se encontrar na Colônia antiga, são oferecidos passeios virtuais através da Colônia romana.

O Museu Romano-Germânico, em conjunto com a Universidade de Ciências Aplicadas de Colônia, desenvolveu o projeto Colônia 3D, que leva o visitante à Colônia da Antiguidade. "Se você, em seguida, percorrer o museu e ver as peças expostas, tem uma impressão viva do cotidiano da Colônia romana", diz Naumann. O Museu Romano-Germânico se propõe estar aberto a todos. Não é à toa que o lugar tem grandes vitrines, permitindo que todos vejam de fora o que acontece lá dentro.

Autora: Gudrun Stegen (md)
Revisão: Roselaine Wandscheer