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Mundo

Museu em Túnis cancela reabertura após atentado

Um dia após governo demitir seis chefes de polícia por constatar problemas de segurança na região do atentado, autoridades tunisianas decidem manter fechadas portas do museu onde 23 pessoas morreram.

Por questões de segurança, o Museu Nacional do Bardo, em Túnis, não reabrirá as portas nesta terça-feira (24/03), como tinham planejado as autoridades. O local foi palco de um atentado terrorista que deixou 23 mortos na semana passada.

Em entrevista à rádio Shems, o curador do museu, Moncef Ben Moussa, não detalhou os motivos que levaram ao adiamento da reabertura, mas afirmou que a nova previsão é que o museu volte a receber visitantes no próximo domingo.

A chefe de comunicação do museu, Hanene Srarfi, afirmou à agência de notícias AFP que a decisão de não abrir ao público foi anunciada em cima da hora pelo Ministério do Interior. Porém, a programação cultural que estava marcada para esta tarde ficou de pé e foi apenas para um pequeno grupo de convidados.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, demitiu

seis chefes de polícia

após visitar a área do atentado e constatar problemas de segurança. Entre os exonerados estão o diretor de segurança turística, o chefe de polícia do distrito de Túnis e um chefe de segurança do museu.

O presidente Beji Caid Essebsi também já havia apontado falhas de segurança na semana passada, logo após o ataque reivindicado pelo grupo extremista "Estado Islâmico" (EI).

Na manhã da quarta-feira da semana passada,

homens armados abriram fogo contra turistas

que desciam de ônibus em frente ao museu, que fica ao lado do Parlamento da Tunísia.

Em seguida, os criminosos entraram no prédio aparentemente sem qualquer impedimento, e continuaram atirando contra visitantes. Dois atiradores morreram em confronto com a polícia e um teria conseguido fugir.

Fórum Social continua

Apesar do clima de insegurança, o Fórum Social Mundial, que começa nesta terça-feira, não teve sua abertura adiada. Representantes de quatro mil ONGs e milhares de ativistas que criticam a globalização devem participar do encontro, criado como um contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos.

"Todas as delegações internacionais confirmaram a participação, sem qualquer alteração", postaram os organizadores na página do evento no Facebook. A decisão, ressaltaram, reafirma a solidariedade com os tunisianos e o compromisso com "os princípios de paz e a solidariedade entre os povos pela liberdade e democracia".

A abertura do evento será marcada por uma marcha de solidariedade que terminará em frente ao Museu Nacional do Bardo. Os participantes carregarão uma faixa dizendo "Povos do mundo unidos contra o terrorismo".

MSB/afp/rtr/ap

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