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Cultura

Museu de caricaturas se dedica ao humor alemão

Na Alemanha as pessoas não só têm senso de humor como guardam milhares de caricaturas em um lugar especial. Em comemoração aos seus 75 anos, o Museu Wilhelm Busch expõe obras que fazem os alemães rir.

O senso de humor alemão é algo que muitos acreditam não existir. Segundo o clichê, os alemães são simplesmente incapazes de achar algo hilário. A prova de que isso não é verdade está no Museu Wilhelm Busch, dedicado a caricaturas e desenhos, em Hanover. Lá estão reunidas mais de 35 mil obras de quatro séculos diferentes. Em nenhum outro lugar da Alemanha se concentra tanto humor, perspicácia e crítica social.

Este ano o museu celebra seu 75 º aniversário. Bom motivo para reunir os melhores trabalhos em uma exposição principal, com o título "Caricatura e Desenho".

As risadas são garantidas por obras de artistas do século 19, como Wilhelm Busch, e do século 20, como Marie Marcks, Tomi Ungerer e Robert Gernhardt. E não poderia faltar, é claro, o ícone do humor alemão, Vicco von Bülow, mais conhecido como Loriot.

A exposição também mostra os primórdios da sátira visual, com desenhos de alta categoria de artistas como William Hogarth, caricaturista do século 18 que ironizava seus compatriotas ingleses; e o artista espanhol Francisco de Goya, que ilustrou como ninguém, entre 1800 e 1814, o terror da guerra com sua série Desastres de la Guerra. A mostra inclui ainda trabalhos do mestre caricaturista francês Honoré Daumier, também do século 19, em sua exposição crítica Maldade.

Sonderausstellung Karikatur und Zeichenkunst Karikatur von Loriot

Loriot, 1965: "Segundo descobertas científicas, mulheres demoram mais para pegar no sono do que homens."

Em memória de Wilhelm Busch

O museu de caricaturas foi fundado em 1937, em meio ao mais negro período da história alemã. Ele surgiu de uma iniciativa da Sociedade judaica Wilhelm Busch, fundada em 1930, que tinha o objetivo de manter o trabalho do artista para estudos e torná-lo acessível ao público. Depois de 1933, os membros da sociedade sentiram que já não eram bem-vindos na Alemanha.

Os nazistas usaram algumas obras de Wilhelm Busch para propaganda política. Algumas das fotos utilizadas na época são inclusive propriedade dos judeus – o museu trabalha para esclarecer a questão da propriedade original.

Em Hanover, a maior parte do trabalho de Wilhelm Busch é preservado, exibido apenas em partes. Além de obras populares do artista, como os personagens Max e Moritz, estão ainda disponíveis mais de 50 de seus manuscritos, 350 pinturas e cerca de 900 rascunhos.

No período nazista e durante a Segunda Guerra Mundial, a conservação das primeira obras de Busch foi particularmente importante. A coleção foi mandada para fora do país em 1943, para ser poupada da destruição em meio aos bombardeios.

Museu Alemão de Caricatura

Wilhelm Busch. Deutsches Museum für Karikatur und Zeichenkunst

Wallmodenpalais é sede do Museu Alemão de Caricatura desde 1950

O Museu Wilhelm Busch se transformou em um importante local de exposição para a caricatura nacional e internacional, bem como para arte satírica e desenhos. Desde 1950, o museu está instalado em uma magnífica construção do pré-clacissismo, no Wallmodenpalais.

O museu de caricatura proporciona não apenas exposições, mas também uma experiência notável para os amantes de arquitetura.

Juntamente com a exposição de aniversário, o museu abrirá também a mostra "Pergaminhos e Mangás" na seção de desenhos, para estabelecer uma ponte entre a arte do leste asiático e o seu papel na Europa.

No próximo ano, duas exposições estão planejadas para atrair visitantes jovens e adultos: Nick Knatterton, escrito por Manfred Schmidt, e Gruffalo.

Autora: Birgit Görtz (afn)
Revisão: Francis França

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