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Economia

Munique é onde se vive melhor na Alemanha

Um estudo abrangente elegeu a capital da Baviera como a cidade mais bem administrada do país. Frankfurt, segundo lugar, é mais dinâmica, e evolui mais rapidamente.

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Estádio Olímpico: mais um símbolo de bem-estar de Munique

Munique é a cidade alemã em que se vive melhor. Segundo um estudo, a capital da Baviera é a primeira dentre 50 metrópoles, em termos de qualidade de vida, estrutura socio-econômica e situação financeira da municipalidade. Ela é seguida por Frankfurt do Meno, Stuttgart, Mainz e Düsseldorf.

A pesquisa realizada pela revista de economia WirtschaftsWoche, a Iniciativa Nova Economia Social de Mercado (INSM) e a associação IW Consult, de Colônia, é a mais abrangente já realizada no país. Ela se baseou em 109 diferentes indicadores.

Interessante é a inclusão de um "ranking de dinâmica", que demonstra, por exemplo, se uma cidade com tradição de êxito negligencia seu desenvolvimento, repousando sobre os louros do passado. Assim, o teste não só leva em conta a taxa de desemprego, mas também sua evolução desde 1998.

A vitória da metrópole administrada por Christian Ude, do Partido Social Democrata (SPD), foi significativa: ela conquistou 133,7 de um máximo de 200 pontos, ou mais do que o dobro de Halle, a 50ª colocada. Munique acumulou pontos sobretudo no quesito "prosperidade": seus salários são os melhores da Alemanha, e um entre cada cinco empregados muniquenses é altamente qualificado.

A vencedora do estudo tem a menor taxa de desemprego do país, e conseguiu diminuí-la 6,5%, entre 1998 e 2003. Nenhum outro lugar da Alemanha dispõe de tantas vagas de formação profissional, nem tão poucos cidadãos vivendo às custas do seguro social e desemprego: apenas 4,5%, ou quase um terço dos números de Kassel. E provando que prosperidade econômica encoraja permanência, Munique tem o segundo maior crescimento populacional do país, logo atrás de Freiburg.

Aproveitando as desvantagens do passado

Segundo Karl Lichtblau, diretor da IW Consult, "Munique se beneficia sobretudo de sua excelente estrutura econômica. A falta de carvão mineral e indústria pesada – que foi uma desvantagem no pós-guerra – prova-se agora seu grande trunfo". Para Lichtblau, a boa combinação de artes e ofícios, produção e prestação de serviços é um aspecto decisivo.

Somente nos setores de alta tecnologia e biotecnologia foram criadas 20 mil empresas, nos últimos anos. Outro ponto forte é a quantidade de centrais de grandes empresas sediadas em Munique: 94, ou mais do que o dobro de Berlim.

Contudo, Munique não pode se dar ao luxo de relaxar: sua vitória na pesquisa se deveu ao desempenho no "ranking de nível", porém no "ranking de dinâmica" ela ocupa um modesto 13º lugar. Aqui, as campeãs são Frankfurt, Stuttgart, Bremen, Freiburg e Karlsruhe. Sobretudo a metrópole às margens do Rio Meno oferece atualmente excelentes condições para negócios.

Dois outros pontos negativos: a capital bávara ocupa o terceiro lugar no endividamento, com 3500 euros per capita. E seu funcionalismo público é inflacionado: ela dispõe de 3,1 empregados municipais para cada 100 habitantes, um recorde na Alemanha.

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