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Economia

Munich Re aumentou arrecadação após 11 de setembro

Notáveis lucros no primeiro trimestre levam a maior resseguradora do mundo a fazer prognóstico otimista para 2002.

Após o atentado de 11 de setembro, a resseguradora alemã Münchener Rück conseguiu impor sua nova política de preços com grande sucesso, segundo confirmou seu presidente, Hans-Jürgen Schinzler, nesta segunda-feira (27), em Munique. Sobretudo em função da elevação do preço das apólices, a companhia aumentou em 20,5% sua arrecadação nos três primeiros meses do ano, atingindo o volume de 10,7 bilhões de euros. O lucro sem efeitos excepcionais aumentou de 250 para 700 milhões de euros.

Aumento das apólices gerou lucro-recorde

A resseguradora obteve um lucro de 4,5 bilhões de euros com a venda de participações na Allianz Lebensversicherung (seguro de vida) e no Dresdner Bank à seguradora Allianz. Deste montante, 3,8 bilhões de euros foram computados no balancete do primeiro trimestre. O lucro trimestral, na comparação anual, saltou de 800 milhões para 4,5 bilhões de euros. Sem os efeitos extraordinários, ficou em 700 milhões de euros.

Com estes resultados, a Münchener Rück superou de longe as previsões dos analistas. Nesta segunda feira (28), as ações da resseguradora tiveram uma alta de 3%, liderando a lista dos ganhadores do DAX, o índice das principais empresas na bolsa de valores alemã.

Através da elevação dos preços de apólices, a Münchener Rück pretende aumentar sua arrecadação anual em 3 bilhões de euros, chegando ao volume de 39 bilhões de euros. O lucro sem efeitos excepcionais deverá chegar a 1,4 bilhão de euros, superior ao registrado no ano-recorde 2000, de acordo com as previsões da presidência.

Seguradoras jamais esquecerão 11 de setembro

"É muito difícil fazer o prognóstico de uma seguradora, pois tudo depende do volume de danos de bens assegurados", explicou Schinzler. No ano passado, os atentados de setembro nos EUA invalidaram todas as previsões e abriram a dimensão do "incalculável". O lucro caíu 86%, reduzindo-se a 250 milhões de euros.

"As seguradoras de todo o mundo não vão conseguir esquecer tão cedo 2001, o ano do terror", comentou o presidente da companhia alemã mais conhecida como Munich Re. Ela teve que reembolsar às companhias de seguro 2,1 bilhões de euros por conta dos danos causados pelos atentados de 11 de setembro.

Não obstante, confirmaram-se as previsões dos especialistas, de que a resseguradora alemã, a longo prazo, se beneficiaria com as conseqüências dos atentados. Não fosse a catástrofe de 11 de setembro, dificilmente ela teria conseguido impor tão rapidamente um aumento de 20% das apólices.

O primeiro trimestre também revelou uma melhora nítida da relação entre o volume de ressarcimento de danos e a arrecadação de prêmios. Apesar de alguns acidentes aéreos e algumas insolvências, a cota de danos e custos – principal indicador de rentabilidade para companhias de seguro – caíu de mais de 135%, em 2001, para 101,7%. Esta marca deverá ser mantida na projeção anual da Münchener Rück.

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