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Mundo

Mundo precisa se preparar para envelhecimento, alerta ONU

Relatório indica que em 2050 haverá mais indivíduos acima de 60 do que abaixo de 15 anos no mundo. Cerca de 80% dos idosos viverão em países em desenvolvimento. Governos devem investir na população mais velha.

O número de idosos mundo afora cresce mais rápido do que qualquer outra faixa etária, anunciou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (01/10). Governos precisam planejar como lidar com o envelhecimento, alertou um relatório divulgado neste Dia Internacional do Idoso.

Hoje, uma a cada nove pessoas no mundo tem mais de 60 anos, somando 810 milhões de idosos. Em dez anos, esse número passará de um bilhão, informou o estudo Envelhecimento no século 21: uma celebração e um desafio, elaborado pelo Fundo Populacional da ONU (UNFPA) e pela ONG HelpAge International.

Em 2050, haverá pela primeira vez mais indivíduos acima de 60 do que abaixo de 15 anos, e 80% desses idosos viverão em países em desenvolvimento. Países hoje de maioria jovem – onde há muito mais trabalhadores do que aposentados – também precisarão, portanto, se adaptar ao envelhecimento populacional.

"O mundo está ficando mais velho rapidamente, e países em desenvolvimento assumirão a liderança em termos de velocidade nesse processo", declarou Babatunde Osotimehin, diretor executivo da UNFPA. "Em muitos desses países o desafio é que eles não puseram em prática políticas de amparo a suas populações idosas atuais nem se prepararam o suficiente para 2050."

Direitos humanos

O relatório divulgado nesta segunda-feira, em Tóquio, alerta para o fato de que as habilidades e conhecimentos dos idosos estão indo para o lixo, com muitos deles subempregados e sujeitos a discriminação, abuso e violência no trabalho e em casa.

"Envelhecimento digno e a efetiva aplicação dos direitos humanos também na velhice precisam ser assegurados para todos", afirma Osotimehin.

Além disso, muitos dos idosos mundo afora vivem na pobreza e têm dificuldade de acesso a cuidados médicos, tornando-os vulneráveis a doenças crônicas como hipertensão, alertam a UNFPA e a HelpAge International. Ambos os órgãos solicitam que governos acabem com tais "práticas destrutivas e invistam na população mais velha".

Richar Blewitt, executivo-chefe da HelpAge International, pediu por uma ampliação de programas sociais básicos, incluindo cuidados médicos acessíveis para idosos e abolição de uma idade de aposentadoria compulsória.

LPF/afp/dpa
Revisão: Francis França

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