Mundo do cinema lamenta morte de produtor alemão Bernd Eichinger | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 26.01.2011
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Cultura

Mundo do cinema lamenta morte de produtor alemão Bernd Eichinger

Sucessos mundiais como "O perfume", "O nome da rosa" e "Christiane F." consagraram Bernd Eichinger como o mais importante produtor alemão do pós-guerra. Eichinger faleceu em Los Angeles aos 61 anos.

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Bernd Eichinger produziu mais de 70 filmes durante a carreira

A sétima arte está de luto. Morreu aos 61 anos em Los Angeles, na noite desta terça-feira (25/01), o consagrado produtor alemão de cinema Bernd Eichinger. Em comunicado à imprensa, a Constantin Films, famosa produtora de cinema que pertenceu a Eichinger, informou que o falecimento ocorreu inesperadamente devido a um infarto.

Bernd Eichinger era considerado o nome mais importante do cinema alemão do pós-guerra e o mais renomado profissional de cinema com atuação fora da Alemanha. Ele deixou como último grande sucesso a produção do filme O complexo Baader – Meinhof, de 2008, dirigido por Uli Edel e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Com mais de 30 anos de carreira, o produtor nascido em Neuburg, na Baviera, foi responsável por mais de 70 obras cinematográficas. Algumas com roteiro e direção também assinados por ele. Entre os sucessos mundiais que consolidaram o nome de Eichinger fora da Alemanha estão filmes como O perfume, Christiane F e O nome da rosa.

Luto por Eichinger

Diretores e atores da Alemanha e de Hollywood receberam com tristeza a notícia sobre a morte de Bernd Eichinger. "Ele era como um irmão, um amigo e um grande parceiro para mim. Ele levava a sua obsessão criativa pelo cinema incrivelmente a sério", declarou o diretor alemão Wolfgang Petersen, com quem Eichinger trabalhou na produção de A história sem fim, um clássico infantil que já foi considerado uma das produções mais caras da Alemanha.

A chefe alemã de governo, Angela Merkel, também se manifestou consternada sobre a notícia. "Nosso cinema perde não apenas o mais renomado produtor das últimas décadas, mas também perde um grande instigador e sonhador", declarou Merkel nesta quarta-feira (26/01) em Berlim.

Paixão pela arte cinematográfica

Flash-Galerie Bernd Eichinger

Bernd Eichinger ao lado da esposa Katja Hoffmann (e) e da filha Nina Eichinger

O próprio Bernd Eichinger se definia obcecado por cinema. A paixão pela sétima arte começou já no início da década de 70, quando ele saiu de Neuburg para estudar na Escola Superior de Cinema e Televisão de Munique.

Anos mais tarde, o trabalho de Eichinger ganharia reconhecimento também em Hollywood. Em 2003, o filme produzido por Eichinger Lugar nenhum na África recebeu o Oscar da categoria de melhor filme estrangeiro. Em 2005, A queda, cujo roteiro também foi escrito por ele, foi indicado para a mesma categoria.

Além dos sucessos mundiais, Eichinger também atuou como produtor de comédias alemãs como Manta, Manta e O homem mais que desejado, este último com a atuação de Til Schweiger, até então pouco conhecido no cinema.

Vida pessoal discreta

Apesar de estar habituado como os tapetes vermelhos de premières na Europa e nos EUA e de estar cercado por atrizes como Hannelore Elsner, Barbara Rudnik, Katja Flint ou Corina Harfouch, a vida privada de Bernd Eichinger foi marcada por grande discrição. Eichinger estava casado desde 2006 com a jornalista alemã Katja Hoffmann. Ele também era pai de uma filha, Nina Eichinger, um rosto conhecido da televisão alemã.

Somente em regiões de língua alemã, os filmes de Bernd Eichinger foram vistos por mais de 70 milhões de expectadores. Para 2012, o produtor planejava contar no cinema a história da menina austríaca Natascha Kampusch, mantida durante oito anos em cativeiro por um sequestrador.

DF/dw/dpa/dapd/afp
Revisão: Carlos Albuquerque

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