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Mundo

Multidão protesta em Atenas às vésperas de referendo

Mais de 40 mil pessoas vão às ruas da capital, em manifestações pró e contra medidas de austeridade, num reflexo da tensão e da divisão vividas pela sociedade grega. Tsipras pede voto contra "chantagens e ultimatos".

Atenas presenciou duas manifestações nesta sexta-feira (03/07), visando o referendo agendado para o domingo e que definirá se os gregos aceitam as propostas de austeridade dos credores internacionais em troca de um novo programa de resgate. Segundo estimativas da polícia local, os comícios a favor do "não" e do "sim" atraíram cerca de 25 mil e 20 mil pessoas, respectivamente, às ruas da capital grega.

Na manifestação favorável ao "não", realizada na Praça Syntagma e que pede que o governo grego não ceda às exigências das instituições europeias e do Fundo Monetário Internacional (FMI), houve confrontos com a polícia. As forças de segurança usaram spray de pimenta contra dezenas de manifestantes, que estavam jogando pedras e destruindo propriedades a poucos metros de onde os apoiadores do "sim" realizavam o seu protesto.

Griechenland Anti-europäische Kundgebung

Manifestantes favoráveis ao "não" atiraram pedras contra apoiadores do "sim" e entraram em confronto com policiais

A confusão eclodiu momentos após a mais alta corte administrativa da Grécia, o Conselho de Estado, ter rejeitado a queixa de dois cidadãos contra a realização do referendo. Os dois argumentaram que a votação é ilegal, dizendo que a Constituição da Grécia proíbe votos populares em questões financeiras.

Pesquisa mostra um país dividido

O reflexo de tensão vivida no país às vésperas do referendo mostra um

país dividido

. Uma nova pesquisa de opinião sobre o referendo, divulgada nesta sexta-feira, indica um resultado equilibrado na votação.

O levantamento encomendado pelo jornal grego Ethnos ao instituto de pesquisas Alco indica uma mudança na tendência revelada por uma pesquisa de opinião anterior, que colocava à frente o voto no "não" às reformas econômicas impostas pelos credores da Grécia.

Bildergalerie Griechenland Demo

Pesquisa coloca o "sim" em ligeiria vantagem, com 44,8% dos entrevistados se declarando a favor das reformas. Os contrários somam 43,3%, e os indecisos, 11,8%

A

nova pesquisa mostra o "sim" em ligeira vantagem

, com 44,8% dos entrevistados se declarando a favor das reformas. Os eleitores contrários às medidas de austeridade somaram 43,4%, e os indecisos, 11,8%.

Tsipras pede que votem pela dignidade

O primeiro-ministro do pais, Alexis Tsipras, subiu ao palco na Praça Syntagma e convocou o povo grego a votar pela dignidade da Grécia. "No domingo, não estamos simplesmente tomando a decisão de permanecer na Europa – estamos tomando a decisão de viver com dignidade na Europa", disse o premiê. "Peço que vocês digam 'não' a ultimatos e a virar as costas àqueles que aterrorizariam vocês. Ninguém pode ignorar essa paixão e otimismo."

As palavras de Tsipras à multidão no centro de Atenas seguiram o mesmo tom adotado no discurso à nação, televisionado mais cedo. Nele, Tsipras afirmou que não se trata de um "não" à Europa e à zona do euro, mas de um voto contra "chantagens e ultimatos" e a favor de uma solução sustentável para o problema do endividamento grego.

Griechenland - Proteste in Athen

Premiê grego, Alexis Tsipras, pede que a Grécia mostre dignidade e que vote no 'oxi' - 'não' em grego

"Vamos silenciar os argumentos sem fundamento que incitam o medo de um desastre", declarou o premiê, que pediu à população que vote com calma e respeite a opinião contrária durante o processo de votação.

"Na segunda-feira, estaremos todos unidos. O 'não' ao referendo não é um 'não' à Europa. Peço a vocês que digam 'não' aos ultimatos e às chantagens, mas também que digam 'não' à divisão."

O primeiro-ministro disse ainda que a análise do FMI, mostrando que a dívida da Grécia é insustentável, justifica a decisão de seu governo de rejeitar o pacote de ajuda dos credores.

"Um evento de grande importância política aconteceu", disse Tsipras. "O FMI publicou um relatório sobre a economia grega que é uma grande justificativa para o governo grego já que confirma o óbvio: que a dívida grega não é sustentável."

PV/afp/ap

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