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Mundo

Mulheres se elegem a cargos municipais na Arábia Saudita

Pela primeira vez as sauditas puderam votar e se candidatar. Apesar do pouco poder dos conselhos municipais, permissão é vista como avanço, em monarquia absoluta que ainda pune adultério e bruxaria com pena de morte.

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Seção eleitoral na capital saudita, Riade

Pelo menos nove candidatas se elegeram nas

eleições municipais da Arábia Saudita

, segundo informaram autoridades e a mídia nacional neste domingo (13/12). Os resultados definitivos ainda não foram divulgados.

Esta foi a primeira vez que as cidadãs daquele país árabe puderam votar e se candidatar a cargos públicos. Segundo a agência de notícias oficial SPA, as vencedoras assumirão postos nas prefeituras da capital Riade, de Gidá, da região de Meca e das províncias de Al Jawf e Al Hasa, respectivamente no norte e leste do país.

Até o pleito deste sábado, a Arábia Saudita, que mantém regime de monarquia absoluta, era o único país do mundo a só permitir o voto masculino. As candidatas totalizaram 979 dos 6.917 políticos inscritos. Por outro lado, apenas 10% dos votantes eram do sexo feminino. Isso se deveu também aos numerosos obstáculos impostos pela ida às urnas, como entraves burocráticos no cadastramento eleitoral e problemas de transporte, devido à proibição de que mulheres dirijam, vigente no reino.

Progresso relativo

Embora os conselhos municipais só se ocupem de questões locais, não tendo praticamente nenhum poder político, a permissão de participação política feminina é vista como um enorme avanço, num país em que as mulheres só podem realizar transações de negócios sob as vistas de um tutor do sexo masculino.

Saudi-Arabiens König Abdullah ist tot

Rei Abdullah: mais liberal do que seu antecessor, Salman

A liberalização remonta a um decreto do rei Abdullah bin Abdulaziz Al Saud, morto em janeiro de 2015. Ele também encorajava a atividade profissional feminina e determinou que a Shura, a Assembleia Consultativa saudita, tenha 20% de mulheres entre seus membros.

Em comparação, o atual governo, sob o rei Salman, é bem mais conservador. Além das restrições aos direitos femininos e a liberdade de imprensa extremamente restrita, a Arábia Saudita ainda pratica execuções públicas, inclusive por crimes como adultério, bruxaria e apostasia.

AV/afp,rtr,dpa

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