1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Mulheres querem erradicar desigualdade de gênero até 2030

Encontro promovido pela ONU Mulheres em Santiago, no Chile, reúne políticos e ativistas pela igualdade de gêneros e propõe novas metas para alcançar equidade entre homens e mulheres nos próximos 15 anos.

Costa Rica Chile Laura Chinchilla und Michelle Bachelet

Presidente do Chile, Michelle Bachelet, e a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla

Ao encerrar o encontro organizado pela ONU e intitulado "Mulheres e Poder: Construindo um Mundo diferente", realizado neste fim de semana em Santiago, Michelle Bachelet destacou a necessidade de a bandeira da igualdade ser hasteada em todos os países. E, para isso, é preciso redobrar esforços e renovar os compromissos para que a desigualdade de gênero acabe até 2030.

"Estamos propondo os seguintes passos: acelerar processos tangíveis até 2020, alcançar paridade total de gênero, empoderamento da mulher e equidade até 2030, assim como obter paridade de salários entre homens e mulheres", disse a presidente chilena neste sábado (28/02).

O encontro foi encerrado com a assinatura da Declaração de Santiago, documento no qual estão formuladas exigências concretas com o objetivo de alcançar a igualdade de gêneros no mundo.

Entre as demandas está a substituição de todas as leis que perpetuam a discriminação da mulher, segundo o documento Call for Action ("Chamada para ação"), assinado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon; pela diretora da ONU Mulher, Phumzile Mlambo-Ngcuka; e pela presidente Bachelet.

"Agora é o momento de tomarmos uma posição, fecharmos as brechas, superarmos os obstáculos e passarmos das palavras à ação. E não no ano que vem, mas agora mesmo", disse Ban Ki-moon. "E o motivo é simples: não podemos alcançar todo o potencial mundial excluindo 50% da população do mundo."

Longo caminho

A luta, no entanto, vem de longa data. Neste ano, a declaração e plataforma de ação de Pequim, estabelecidas na IV Conferência Mundial da Mulher de 1995, completam 20 anos. Para ativistas, este é o momento de analisar como os Estados-membros das Nações Unidas avançaram na implementação de compromissos e quais deles ainda estão pendentes.

Esses avanços e as recomendações do Documento de Santiago serão analisados na próxima sessão da Comissão da Condição Jurídica e Social da Mulher, em Nova York, em março.

"Houve progressos ao longo desses 20 anos, mas eles ocorreram de maneira mais lenta do que esperávamos", ressalta a advogada espanhola Begoña Lasagabaster, diretora interina da Divisão de Políticas da ONU Mulheres.

Apesar de três mulheres ocuparem atualmente o mais alto cargo no Executivo de seus países – Dilma Rousseff, no Brasil; Cristina Kirchner, na Argentina; e Michelle Bachelet, no Chile – não se pode dizer que as condições na América Latina são igualitárias, destaca Lasagabaster. Em comparação com outras regiões do mundo, a porcentagem de mulheres nos Parlamentos e como chefes de Estado pode até ser maior, "mas devemos fazer mais", diz ela.

Os processos de democratização de países latino-americanos nos últimos 30 anos foram um fator de inclusão de mulheres. Porém, os índices ainda são baixos. Lasagabaster ressalta que é preciso também ampliar os níveis de participação feminina para uma maior diversidade cultural, econômica, de classes e também nos âmbitos rural e indígena.

MSB/dpa/efe/dw

Leia mais