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Economia

Mulheres ganham em média 79% do salário masculino na Alemanha

Apesar de décadas de emancipação, conquistas trabalhistas e feministas, as mulheres continuam ganhando menos do que os homens. Na Alemanha 58% das mulheres exercem uma atividade remunerada.

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Mulheres continuam exercendo profissões de menor remuneração

Mais da metade das mulheres na Alemanha exercem uma profissão. Segundo divulgou o Departamento Federal de Estatísticas, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, na sexta-feira (08), 58% das mulheres entre 15 e 65 anos trabalham. A taxa de emprego feminino aumentou apenas 1% na última década.

As diferenças entre elas - Há diferenças conforme o estado civil e a idade das crianças. Desde 1991, aumentou para 63% (+5%) o índice das casadas que trabalham e têm filhos menores de 18 anos. Aumentou principalmente a proporção de mulheres que voltam a trabalhar quando os filhos chegam à adolescência. Já entre as solteiras com crianças, especialmente as que têm filhos menores de seis anos, deu-se o contrário: diminuiu o índice de ocupação de 65%, em 1991, para 53% em 2000.

As diferenças entre eles e elas - As alemãs e estrangeiras que trabalham na Alemanha continuam ganhando menos do que os homens, apesar da emancipação, das conquistas femininas e da lenta equiparação de salários que teve início no final da década de 50. Em outubro do ano passado, as mulheres que trabalhavam na indústria, em bancos, no comércio e setor de seguros atingiam, em média, 79% da renda dos homens.

Enquanto um trabalhador ou contratado do sexo masculino ganhou em média 2.904 euros nesses ramos da economia, a mulher não passou de 2.294 euros (salário bruto). As razões são que elas estão mais representadas em profissões de menor remuneração ou que preferem, muitas vezes, trabalhar meio-expediente.

Progressos a longo prazo - Numa comparação a longo prazo, porém, nota-se que a equiparação salarial fez avanços. Em 1957, as operárias ganhavam 57,3% do salário masculino na indústria e as mulheres contratadas no setor privado 55,3% do que recebiam seus colegas do sexo masculino. Nos 44 anos desde então até 2001, a relação alterou-se para 73,6% e 70,8%, respetivamente.

Também é digno de nota o diferente contingente de mulheres por ramo da economia. Sua presença é bem maior no comércio varejista (cerca de 60%), setor em que os salários costumam ser baixos. Na indústria, pelo contrário, elas perfazem apenas 18% do quadro de operários e funcionários. Sua presença, porém, é maior nas indústrias de baixa remuneração, como é o caso das indústrias têxtil, de confecções e artigos de couro.