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Mundo

Muito mais do que Transrapid

Chanceler federal alemão visita China. A despeito da situação dos direitos humanos, Schröder afirma que a relação bilateral é livre de problemas. Alemanha lidera investimentos europeus no país oriental.

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Gerhard Schröder e Zhu Rongji

A viagem inaugural do trem-bala magnético alemão Transrapid em Xangai, na terça-feira, é o grande motivo da visita de três dias do chanceler federal Gerhard Schröder. No entanto, o social-democrata aproveita a oportunidade para estreitar os laços políticos, econômicos e culturais entre os dois países.

A visita é marcada pela alta velocidade. O vôo de Schröder chegou antes da hora marcada e seu primeiro compromisso em Pequim – uma conversa com o chefe de governo chinês Zhu Rongji – foi mais rápida do que o previsto.

Política internacional – As crises iraquiana e norte-coreana, assim como a situação no Afeganistão, destacaram-se entre os temas do encontro. Schröder e Zhu garantem que Alemanha e China possuem as mesmas posições e pretendem votar unidas no Conselho de Segurança da ONU. O país comunista tem assento permanente e direito de veto no órgão das Nações Unidas, enquanto a Alemanha assumirá uma cadeira rotativa em 1º de janeiro, por dois anos, e provavelmente será eleita para presidir a Comissão de Sanções ao Iraque.

Em relação a Bagdá, a prioridade é aplicar a Resolução 1441 da ONU, que trata da verificação se o regime de Saddam Hussein possui armas de extermínio, disse o chanceler alemão. Quanto à Coréia do Norte, os dois chefes de governo esperam que o país vizinho à China cumpra "seus deveres nucleares". Mais detalhes sobre a posição consensual não foram divulgados.

Ambos os líderes elogiaram o atual estreitamento das relações bilaterais. Para Zhu, alcançou-se "um novo patamar". Já Schröder faz vista grossa para a falta de liberdade de expressão e religiosa e afirma que o relacionamento é livre de problemas.

Investimentos recordes – Enquanto mantém um olho fechado para os desrespeitos aos direitos humanos, o chanceler alemão arregala o outro diante das perspectivas de intercâmbio econômico. Este ano, as exportações de máquinas e peças mecânicas Made in Germany para a China subiram 30%. Uma exceção diante da má conjuntura na Alemanha. Além disto, os investimentos alemães no país oriental atingiram nível recorde, assumindo a liderança entre os europeus, segundo Zhu.

Ninguém esconde a importância que o Transrapid tem neste contexto. O trecho de 30 quilômetros ligando Xangai a seu aeroporto será o primeiro a testar na prática a tecnologia de suspensão e tração magnética do trem-bala alemão. Na viagem inaugural, dia 31, o governo chinês deve anunciar um novo contrato com o consórcio alemão responsável pelo projeto, liderado pelo grupo ThyssenKrupp. No entanto, ao contrário do desejado trajeto de 1300 quilômetros, entre Xangai e Pequim, a nova obra deverá prolongar inicialmente em 200 quilômetros o primeiro trecho.

Mesmo assim e apesar de que o novo contrato deverá reduzir a participação alemã no empreendimento (de 50% na primeira obra para 40% nesta segunda), o consórcio Transrapid está ansioso pelo anúncio. Um novo contrato será como um certificado de aprovação da tecnologia, o que deverá impulsionar projetos que se arrastam na Alemanha e nos Estados Unidos, por exemplo.

Intercâmbio acadêmico – O intercâmbio universitário também está entre as missões de Schröder no país oriental, onde sua agenda inclui uma palestra na Universidade de Tongji, em Xangai. Estudantes chineses lideram atualmente a lista de candidatos do exterior a vagas nas instituições de ensino superior da Alemanha. O país europeu tem duplo interesse neles. Por um lado, atrair e eventualmente aproveitar em sua própria economia e meio científico os melhores cérebros. Por outro, propiciar a eles a experiência de uma sociedade democrática a fim de que, na volta à China, contribuam para a mudança do regime comunista.

O estreitamento dos laços teuto-chineses em Pequim passa também por encontros de Schröder com o presidente chinês Jiang Zemin e o recém-eleito presidente do Partido Comunista, Hu Jintao.

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