1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Muitas promessas e poucas decisões na cúpula da UE

Países europeus querem ampliar participação de fontes renováveis para 15% da matriz energética até 2015. Mais investimentos em inovação devem gerar dois milhões de empregos por ano na UE.

default

Proposta de autoridade reguladora do setor energético, feita por Barroso, foi rejeitada

Com a aprovação da missão militar ao Congo, ameaça de sanções ao governo de Belarus, silêncio sobre o protecionismo energético e promessas de geração de empregos terminou nesta sexta-feira (24/03), em Bruxelas, a cúpula de primavera da União Européia.

Apesar falta de decisões de impacto, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, mostrou-se satisfeita com os resultados do encontro de dois dias, marcado pelo debate sobre a política energética. "Divergências à parte, há consenso de que, em princípio as fusões [no setor energético] podem ser úteis", disse.

Um encontro entre Merkel e o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodrigues Zapatero, para discutir a possível fusão da E.on (alemã) com a Endesa não trouxe resultados. Segundo Merkel, os chefes de Estado e governo da UE aprovaram um plano para cobrir, até 2015, com fontes renováveis, 15% do consumo de energia do bloco.

Política energética

O países da UE comprometeram-se a cooperar mais, interligando suas redes energéticas, para garantir o abastecimento também em períodos de escassez de gás e petróleo. Foi rejeitada, porém, a criação de uma autoridade reguladora do setor, proposta pela Comissão Européia.

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, garantiu que não ambiciona novas atribuições, mas que usará todo o poder para garantir o cumprimento das regras da competitividade.

A questão energética também ganhará mais peso na política externa do bloco. A UE quer uma atuação conjunta em relação a fornecedores importantes e um pacto energético com a Rússia, o que até agora não empolga o presidente russo, Vladimir Putin.

Para evitar uma briga sobre energia nuclear, ficou acertado que cada um dos 25 países continua decidindo por conta própria sobre o tipo de energia que prefere usar, sendo que as renováveis devem ser mais aproveitadas no futuro.

A bancada verde no Parlamento Europeu criticou que, no momento, "só uma meia dúzia de empresas lucra com a liberalização do mercado energético europeu". O Greenpeace elogiou a decisão da UE de aumentar a participação das fontes renováveis na matriz energética.

Crescimento, empregos e serviços

Com o aumento dos investimentos em inovação e pesquisa, de 2 para 3% do PIB, e reformas na legislação trabalhista e menos burocracia, os países do bloco esperam gerar mais dois milhões de empregos por ano até 2010. Estão previstos também programas especiais para diminuir o desemprego entre jovens e facilitar a vida de quem quiser abrir uma empresa.

A cúpula apoiou com maioria surpreendente o acordo do Parlamento Europeu sobre a criação do mercado único de serviços. O texto servirá de base para uma decisão a ser tomada na próxima reunião dos chefes de Estado e de governo.

Constituição européia

Numa reunião extraordinária dos ministros das Relações Exteriores da UE, que deve ocorrer no final de abril ou início de maio próximo, deve ser retomado o debate sobre a Constituição européia. Catorze dos 25 países-membros já ratificaram o texto. Uma "proposta viável" deve der apresentada até o início do ano que vem, anunciou o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmaier.

A cúpula de Bruxelas terminou com fartura de promessas e escassez de medidas concretas. "Todas as grandes e polêmicas decisões foram adiadas para o período da presidência alemã da UE, no primeiro semestre de 2007, numa prova de que se espera muito das qualidades de liderança de Angela Merkel", avaliou o jornal General Anzeiger , de Bonn.

Leia mais