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Alemanha

Muçulmanos fazem ato contra extremismo na Alemanha

No momento em que "Estado Islâmico" se expande, comunidades condenam uso da violência em nome da religião, em ação pela paz em nove cidades do país.

Organizações muçulmanas na Alemanha promoveram nesta sexta-feira (19/09) um dia de atos pela paz e contra o ódio e a violência. O protesto condenou as ações dos extremistas do "Estado Islâmico" (EI) e o uso da violência em nome da religião.

"Nós vivenciamos como pessoas em nome de Alá cometem atrocidades, torturam, expulsam pessoas de suas casas e matam. Elas agem sob a bandeira do Profeta, mas mostram com seus crimes que não entenderam nenhuma palavra que Alá nos revelou e como nosso Profeta viveu seguindo essas leis", afirma o manifesto da KRM, organização muçulmana alemã responsável pelo protesto.

Em cerca de 2 mil mesquitas em nove cidade do país, entre elas Berlim, Hannover e Munique, foram organizadas vigílias e manifestações pela paz. Políticos alemães, representantes das principais Igrejas cristãs e do Conselho Central de Judeus da Alemanha também participaram da ação.

No manifesto, o KRM repudiou também os recentes ataques a mesquitas no país. "Nós vivenciamos como nossas mesquitas são atacadas e incendiadas aqui na Alemanha. Desde 2012 foram mais de 80 casos", diz o texto. Segundo a organização, a comunidade muçulmana alemã está preocupada e insegura.

A iniciativa foi elogiada pelo ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, que compareceu ao ato em Hannover. Ele pediu que muçulmanos apoiem o governo na luta contra os extremistas.

"Apenas juntos conseguiremos perceber quando jovens correm perigo de entrarem no extremismo", afirmou De Maizière. Ele também condenou os ataques a prédios de qualquer religião.

O ministro da Justiça alemão, Heiko Maas, prometeu apoio aos muçulmanos no seu apelo contra o ódio e o terrorismo. "Se quisermos isolar os extremistas violentos, devemos fortalecer os muçulmanos que vivem pacificamente, que são a maioria", disse.

CN/dpa/afp/

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