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Cultura

Mostra confronta Klee e Beuys

Algo como procurar agulhas em um palheiro é o que uma audaciosa exposição em Heidelberg procura: estabelecer paralelos entre a obra e a vida de Paul Klee e Joseph Beuys.

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Beuys, professor na Academia de Artes de Düsseldorf, em 1977

Dois artistas que nunca se encontraram pessoalmente estão sendo confrontados em uma ousada exposição em Heidelberg. Semelhanças em suas maneiras de pensar e em suas obras é o que o Kurpfälzisches Museum quer mostrar ao expor Paul Klee e Joseph Beuys sob um mesmo teto.

Segundo o curador Tilman Osterwold, não há nenhuma intenção didática na mostra Paul Klee encontra Joseph Beuys - Um mínimo de semelhança. As contradições entre os dois mestres, que sozinhos contam boa parte da história da arte no século 20, permanecem manifestas. A exposição abre os olhos justamente para as semelhanças.

Quando o suíço Klee, abatido pela doença que lhe custou a vida, pintava seus últimos quadros ao final dos anos 30, o alemão Beuys dava seus primeiros passos em direção à revolução artística que preparava, rabiscando arte de forma aparentemente casual em qualquer tipo de papel.

Mas o novo gênio, como Klee havia feito 30 anos antes à sua maneira, levou ao extremo a combinação entre arte e cotidiano, usando recibos, contas, listas, sacos de batatas e jornais como matéria-prima.

Paralelos - Mesmo que seja didaticamente absurdo estabelecer qualquer conexão direta entre os dois artistas, suas obras abordam temáticas paralelas. Ambos nutriam interesse pelas ciências naturais e pelo funcionamento do corpo, especialmente pela circulação sangüínea.

Na relação dos dois com sua arte também cabem comparações: a busca pelo equilíbrio na vida e na obra de arte. E, no final das contas, os dois expandiram os conceitos de arte de seus tempos: não apenas a obra em si, mas a forma da sua interpretação entrou em jogo.

Em Heidelberg, não estão expostas obras clássicas de nenhum dos dois artistas. De 3 de março a 26 de maio, estarão expostos cerca de 100 desenhos, aquarelas e pinturas de Klee, e os 70 desenhos e colagens de Beuys. Dois destaques são o quadro Flora Fantástica, finalizado por Klee em 1922, e uma peça de Beuys considerada desaparecida por longo tempo.

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