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Economia

Moscou libera temporariamente vôos de aviões de carga da Lutfhansa

Pressionado por Berlim, governo russo suspende temporariamente bloqueio do espaço aéreo para aviões de carga da Lufthansa. Moscou exige mudança de rota e acusa governo alemão de fazer campanha contra a Rússia.

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Aviões da Lufthansa Cargo podem voar para Astana até 15 de novembro

A Rússia cedeu à pressão do governo alemão e liberou até 15 de novembro os vôos da Lufthansa Cargo sobre seu território, o que havia proibido no último domingo. Nas próximas duas semanas, a companhia alemã terá de escolher um novo aeroporto como ponto de conexão de suas rotas para a Ásia.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (02/11) pelo Ministério russo dos Transportes, depois que o conflito chegou a causar turbulências políticas entre Berlim e Moscou. Pela manhã, o governo alemão exigiu da Rússia a suspensão, o quanto antes possível, do embargo aéreo.

O caso está sendo tratado pelos mais altos escalões dos dois governos. O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier (SPD), estaria participando intensamente das negociações para resolver o "problema bilateral" e evitar uma escalada do conflito.

O Ministério alemão dos Transportes, que na quinta-feira ameaçou pedir a intervenção da União Européia na disputa, continua negociando com as autoridades em Moscou. De acordo com o porta-voz da chanceler federal Angela Merkel, Ulrich Wilhelm, as conversações se encontram num "bom caminho".

Acusações de chantagem

Já o Ministério russo dos Transportes acusou a Alemanha de ter iniciado uma campanha midiática contra a Rússia, em vez de conduzir "negociações sérias". No dia 22 de outubro, Moscou teria proposto à Lufthansa que usasse os aeroportos de Krasnoiarsk ou Novosibirsk, na Sibéria (sul da Rússia), para o transporte de cargas.

"Em vez de responder a essa carta, a Alemanha iniciou uma campanha através da mídia, na qual somos acusados de chantagem", disse um porta-voz do Ministério russo dos Transportes. Vários membros da Comissão de Transportes do Bundestag classificaram o embargo russo como "chantagem".

A Lufthansa considera a exigência russa "absurda", porque os dois aeroportos sugeridos não ofereceriam a infra-estrutura necessária. "Em Krasnoiarsk, quando o tempo é ruim, não se pode aterrissar nem pousar porque faltam infra-estrutura e condições técnicas – e isso na Sibéria", disse o porta-voz da Lufthansa, Peter Schneckenleitner.

Astana, Kasachstan, freies Bildformat

Astana, capital do Cazaquistão, é ponto de conexão para a Lufthansa Cargo

A companhia alemã vinha fazendo 49 vôos semanais de carga de Frankfurt para Astana, no Cazaquistão, e Tashkent, no Uzbequistão, importantes centros de distribuição de mercadorias destinadas ao leste asiático. Segundo o Ministério russo dos Transportes, a agência alemã de aviação civil pretende analisar a possibilidade de transferir essas rotas para a Rússia.

A Lufthansa informou no final da tarde que só aceitará uma transferência do ponto de conexão, se forem garantidas "as condições operacionais e comerciais", mas que isso é inviável no curto prazo por motivos organizacionais.

As autoridades russas asseguraram não ter imposto uma proibição, mas alegam que a permissão da Lufthansa Cargo de sobrevoar a Rússia teria vencido em 27 de outubro. No entanto, a companhia afirma ter solicitado uma nova permissão dentro do prazo e que esta teria sido rejeitada pelas autoridades russas.

Lembranças da crise do gás

Um porta-voz da Lufthansa Cargo disse à agência de notícias AP que o motivo do impasse é a discussão sobre as taxas a serem pagas pela companhia aérea às autoridades russas. O chefe da agência de aviação russa, Yevgeny Bachurin, minimizou o conflito. "O que há é a falta de confirmação pelo lado alemão das exigências russas."

A proibição à Lufthansa Cargo de usar o espaço aéreo russo fez com que surgissem temores na Alemanha de que a Rússia adotaria uma linha dura como usou nas disputas com a Ucrânia sobre o preço do gás, um impasse que afetou o abastecimento de gás em toda a Europa ocidental.

Em consequência do bloqueio de domingo, os vôos da Lufthansa Cargo cujas rotas passam pelo espaço aéreo russo haviam sido desviados. A companhia informou que estava gastando 600 mil litros de querosene a mais por semana nas rotas sobre a Rússia rumo ao Cazaquistão. "Isso naturalmente são altos custos econômicos e ecológicos", disse Schneckenleitner. A empresa disse esperar agora uma solução política para o caso. (rri/gh)

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