Morto em Bangladesh suposto mentor de atentado em Daca | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 27.08.2016
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Mundo

Morto em Bangladesh suposto mentor de atentado em Daca

Entre três mortos em batida policial estaria orquestrador de ataque terrorista a restaurante com 20 mortos, em julho. Governo rechaça ligações com EI, apesar de reivindicação, atribuindo responsabilidade a grupos locais.

Batida policial contra autores de atentado de julho de 2016 em Daca

Batida policial e mortes ocorreram no bairro de Narayanganj, na periferia de Daca

Durante uma batida neste sábado (27/08) próximo à capital Daca, a polícia de Bangladesh matou três presumíveis extremistas islâmicos, um dos quais suspeito de haver planejado dois atentados fatais no país.

"Tamim Chowdhury está morto. Ele é o mentor do ataque em Gulshan e o líder do JMB [Jamayetul Mujahideen Bangladesh, um grupo militante]", comunicou à mídia o chefe policial Sanwar Hossain.

O canadense nascido em Bangladesh era considerado como um dos mentores do atentado de 1º de julho ao restaurante Holey Artisan Bakery, em Gulshan, área nobre de Daca, capital do país. Entre os 20 mortos, 17 eram estrangeiros. Chowdhury também estaria por trás de um outro ataque, seis dias mais tarde, durante o festival Eid al-Fitr, que celebra o encerramento do Ramadã, o jejum islâmico. O saldo foi de quatro mortos, inclusive dois policiais.

A polícia decidiu revistar neste sábado uma casa de dois andares no bairro de Narayanganj, na periferia de Daca, com base em informações sobre o paradeiro de Chowdhury. Segundo as autoridades, os militantes receberam disparos mortais após se recusarem a se render durante a operação. Um fuzil AK-22, três granadas e duas pistolas foram encontrados no local, ao fim da operação.

Governo rejeita autoria do EI

O grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI) reivindicou a autoria do ataque à Holey Artisan Bakery, até mesmo divulgando fotos do interior do estabelecimento durante o sítio. Em abril, o EI identificara Chowdhury como seu comandante em Bangladesh.

No entanto, o governo nacional rejeitou a reivindicação, alegando que redes extremistas islâmicas não teriam espaço no país de maioria muçulmana. Assim, as autoridades seguiram atribuindo o ataque a grupos locais, como o JMB, enquanto críticos acusaram o primeiro-ministro Sheikh Hasina de instrumentalizar os atos terroristas para investir contra seus opositores domésticos.

Nos últimos anos, Bangladesh tem sido palco de uma série de atentados extremistas direcionados contra minorias religiosas, ativistas dos direitos gays, estrangeiros e escritores laicos.

AV/afp,rtr,dpa

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