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Mundo

Morte de Pinochet é destaque na imprensa européia

Jornais europeus lembram anos duros da ditadura no Chile e impunidade do ex-presidente agora morto.

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Morre Augusto Pinochet, ex-ditador chileno

A morte do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, aos 91 anos, é noticiada com destaque por todos os grandes jornais europeus. Vários deles lembram os mais de três mil mortos durante a ditadura chilena e as quase 28 mil pessoas presas e torturadas durante os 27 anos do governo Pinochet.

Em artigo intitulado Até o fim, sem arrependimento, o diário Frankfurter Allgemeine Zeitung lembra que "Augsto Pinochet foi o primeiro chefe de Estado latino-americano a ser detido no exterior devido aos crimes contra os direitos humanos cometidos sob sua responsabilidade. O mandado de prisão partiu do juiz espanhol Baltasar Garzón e foi expedido em outubro de 1998, em Londres, quando Pinochet se encontrava na cidade para tratamento médico".

O Reino Unido, porém, não deportou Pinochet para a Espanha, tendo permitido que ele regressasse ao Chile em março de 2000. O semanário alemão Der Spiegel publica uma galeria de fotos do ex-ditador sob a rubrica O general cruel.

Crimes cometidos

Segundo informações fornecidas pelo Hospital Militar de Santiago, Pinochet sofreu um infarto há uma semana atrás. O ex-ditador foi deposto em 1990 do cargo, após um plebiscito realizado no país que elegeu o democrata-cristão Patricio Aylwin para a presidência. Pinochet conseguiu escapar de várias tentativas de julgamento.

Em 2002, foi considerado inapto a responder pelos crimes de que era acusado em função de demência provocada por idade avançada. Escândalos provando que ele havia desviado milhões de dólares de origem desconhecida para contas bancárias nos EUA fizeram com que ele passasse seus útlimos anos em prisão domiciliar.

A partir de agora, os processos contendo as mais diversas acusações contra o ex-ditador vão certamente ser arquivados. As lembranças da crueldade do regime Pinochet, porém, ainda devem se manter vivas por muito tempo na memória do povo chileno, ressaltam vários jornais europeus.

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