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América Latina

Morte de jornalista gera protestos no México

Morto a tiros, repórter fotográfico Rúben Espinosa havia dito sofrer ameaças por seu trabalho investigativo no estado de Veracruz. Procuradoria abre investigação especial sobre o caso, que leva centenas à ruas.

O assassinato de um repórter fotográfico mexicano, que havia afirmado ter recebido ameaças, levou a Procuradoria da Cidade do México a abrir um inquérito especial e desencadeou manifestações neste domingo (02/03), contra a violência e pela liberdade de expressão.

Rúben Espinosa, de 31 anos, foi morto a tiros numa residência no centro da capital mexicana, na noite da quinta-feira passada. O fotógrafo, colaborador da revista Proceso e de agências de notícias, havia declarado ter recebido ameaças e sofrido perseguições em razão de seu trabalho jornalístico no estado de Veracruz, o que fez com que se mudasse para a Cidade do México em junho.

Veracruz é considerado um dos lugares mais perigosos do país para o exercício da profissão de jornalista, com agressões registradas e ao menos 17 profissionais mortos desde 2000, segundo dados do grupo internacional de proteção a jornalistas Article 19.

Manifestações contra a morte de Espinosa e a favor da liberdade de imprensa ocorreram na capital, com mais de 200 participantes, em Veracruz e em outras localidades. Durante os protestos, muitos criticaram o governador de Veracruz, Javier Duarte.

Desde o início do governo de Duarte, em 2010, 14 repórteres foram assassinados na região. Espinosa havia afirmado que o governador ganhava favores de jornalistas aos quais distribuía presentes caros, como automóveis e aparelhos de televisão.

A procuradoria iniciou uma investigação em colaboração com a promotoria especial do governo para delitos contra a liberdade de expressão. Segundo a Promotoria Especial para Atenção a Delitos contra a Liberdade de Expressão (Feadle), entre 2000 e 2014 ocorreram 102 homicídios de jornalistas no México.

RC/rtr/efe

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