Morte de agressor da Baviera gera polêmica na Alemanha | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 19.07.2016
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Alemanha

Morte de agressor da Baviera gera polêmica na Alemanha

Jovem fere cinco pessoas a machadadas e facadas em trem em Würzburg e é morto pela polícia durante a fuga. Deputada alemã questiona ação policial – "Por que ele não foi imobilizado?" – e é alvo de críticas.

As ações da polícia diante do ataque contra passageiros de um trem regional na Baviera na noite desta segunda-feira (18/07) geraram polêmica na Alemanha. O agressor, um jovem afegão de 17 anos que feriu cinco passageiros a machadadas e facadas, foi morto a tiros por policiais durante a fuga.

A deputada do Partido Verde Renate Künast questionou a decisão dos policiais de matar o autor do ataque. "Por que o agressor não foi imobilizado???? Perguntas!", escreveu ela no Twitter.

Na mesma rede social, a polícia da Baviera retrucou: "Um tuíte com ???? não é apropriado neste momento". "Melhor ??? do que !!!. Não é? Mas obrigada pela reação", respondeu Künast.

Mais tarde, a deputada elaborou sua resposta afirmando que, "nos treinamentos policiais, atira-se para imobilizar ou usa-se arma de choque/spray de pimenta". "Democracia é ter a permissão de perguntar", completou a política, dirigindo-se ao perfil oficial da polícia local.

As repostas dos usuários da rede social ao comentário de Künast são divididas. Enquanto alguns apoiam seu questionamento, alegando ser uma pergunta válida, outros elogiaram o trabalho da polícia que, segundo eles, arriscou a própria vida para impedir que o agressor fizesse mais vítimas.

Em declarações à imprensa na noite desta segunda-feira, o secretário do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, defendeu e também fez elogios à ação policial. O político classificou como "certa" a atitude de matar o agressor, porque a polícia impediu que "outros atos terríveis" acontecessem.

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Segundo Herrmann, o agressor, após ferir cinco passageiros, fugiu do trem quando o sistema de freios de emergência parou a locomotiva. A polícia iniciou então a perseguição do agressor. Ele teria atacado os policiais, que revidaram e o mataram a tiros, disse o secretário.

Críticas à deputada

O presidente do sindicato dos policiais da Alemanha, Rainer Wendt, criticou os questionamentos da deputada ao dizer, em entrevista ao jornal alemão Saarbrücker Zeitung, que "nós não precisamos de parlamentares espertalhões" que "não tem ideia" da realidade policial.

"Quando os policiais são atacados dessa forma, eles não podem se defender com kung fu. Às vezes, infelizmente, isso resulta na morte do agressor, mas é algo que não pode ser evitado", acrescentou Wendt, afirmando que já foi aberto um inquérito para investigar as ações da polícia.

O sindicalista ainda recomendou aos políticos que deixem de fazer postagens no Twitter durante 24 horas depois de acontecimentos como o ataque em Würzburg.

O secretário do Interior de Berlim, Frank Henkel, também rechaçou os comentários de Künast, opinando ser "repugnante" que alguém utilize o atentado para instigar um voto de censura à polícia.

Omid Nouripour, porta-voz de política externa da bancada parlamentar dos verdes, foi mais político e afirmou que o comentário da deputada foi feito "no calor da batalha". Ele acrescentou que, "em situações como essa, apenas a polícia é capaz de decidir e avaliar a melhor forma de agir". "Não podemos julgar à distância", disse Nouripour à rede de televisão N24.

EK/afp/efe/ots

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