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Mundo

Morre estudante americano que foi preso na Coreia do Norte

Uma semana após Otto Warmbier, de 22 anos, ser libertado em coma, família anuncia sua morte em hospital de Ohio, nos EUA. Jovem passou 17 meses preso no país asiático. Médicos afirmam que ele sofreu danos cerebrais.

Warmbier durante seu julgamento em março de 2016

Warmbier durante seu julgamento em março de 2016

O estudante americano Otto Warmbier, de 22 anos, que esteve preso durante 17 meses na Coreia do Norte antes de retornar aos Estados Unidos em coma, há uma semana, morreu nesta segunda-feira (19/06), anunciou sua família num comunicado. A causa da morte não foi divulgada.

"Infelizmente, o maltrato terrível e tortuoso que nosso filho recebeu das mãos de norte-coreanos assegurou que nenhum outro desfecho fosse possível além deste triste que experimentamos hoje", afirmou a família de Warmbier, após a sua morte no Centro Médico da Universidade de Cincinnati, em Ohio.

Warmbier foi detido na Coreia do Norte em janeiro de 2016. Acusado de tentar roubar um cartaz de propaganda no hotel no qual estava hospedado como turista, ele foi condenado por subversão a uma pena de 15 anos de prisão e trabalhos forçados.

Em coma, o estudante foi libertado na última terça-feira e transportado de volta aos Estados Unidos. De acordo com médicos, ele sofreu danos cerebrais, mas a causa destes danos não é conhecida.

Pyongyang alegou que Warmbier entrou em coma logo após o julgamento que aconteceu em março do ano passado. O regime disse que o estudante teria contraído botulismo e tomado um remédio para dormir.

Amigos e conhecidos prestam apoio à família de Warmbier em Wyoming

Amigos e conhecidos prestam apoio à família de Warmbier em Wyoming

A família do jovem contesta a versão norte-coreana. Médicos que examinaram Warmbier após sua libertação disseram que não havia sinais de botulismo em seu organismo.

Os pais de Warmbier, Fred e Cindy, disseram à agência de notícias Associated Press que desejam que o mundo sabia do tratamento brutal que seu filho recebeu do regime norte-coreano.

Trump lamenta morte

Após a morte do estudante, o presidente americano Donald Trump classificou o regime norte-coreano de brutal. "Coisas ruins aconteceram, mas pelo menos ele voltou para casa para os seus pais", disse o republicano, durante um evento na Casa Branca.

Em comunicado, o presidente ofereceu as condolências à família do jovem e afirmou que a tragédia aprofundou a determinação de sua administração para prevenir que inocentes caiam em mãos de regimes que não respeitam os direitos humanos. "Os Estados Unidos condenam mais uma vez a brutalidade do regime da Coreia do Norte", acrescentou.

Depois da libertação de Warmbier, um funcionário da Casa Branca contou que o enviado dos EUA à Coreia do Norte, Joseph Yun, se reuniu secretamente com representantes de Pyongyang, na Noruega, no mês passado. No encontro, o regime norte-coreano permitiu que diplomatas suecos visitassem os quatros americanos que estavam detidos no país.

Uma semana antes da libertação, Yun foi informado sobre a condição de saúde de Warmbier. O enviado viajou ao país, onde visitou o estudante na prisão na segunda-feira passada e pediu que ele fosse solto por questões humanitárias.

Três americanos continuam presos na Coreia do Norte –  dois professores universitários da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, detidos neste ano, e um sexagenário de origem sul-coreana naturalizado americano, capturado em uma região de fronteira com a China em 2105. Todos são acusados de atos hostis contra o regime de Kim Jong-un.

Os Estados Unidos acusam o regime norte-coreano de usar os detidos como moeda de troca em negociação com os EUA. A tensão entre os dois países aumentou diante dos repetidos testes balísticos de Pyongyang.  

Desde 2006, a Coreia do Norte já realizou cinco testes atômicos, dois deles só no ano passado. O regime de Pyongyang também trabalha atualmente no desenvolvimento de mísseis de longo alcance, que poderiam levar cujas ogivas nucleares até os EUA.

CN/rtr/ap/afp

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