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América Latina

Morales inicia terceiro mandato e promete reduzir pobreza

Presidente de raízes indígenas torna-se o governante há mais tempo no comando da Bolívia. Em discurso, destaca bom desempenho da economia e promete reduzir pobreza para 8% da população.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, prestou juramento diante da Assembleia Legislativa Plurinacional nesta quinta-feira (22/01), dando início a um terceiro mandato consecutivo no qual – segundo sua promessa – pretende reduzir a pobreza extrema em todo o país.

"Sim, juro", afirmou o presidente de raízes indígenas perante 36 senadores e 130 deputados dos nove departamentos da Bolívia ao iniciar o mandato, que vai até 2020. Estiveram presentes à posse a presidente Dilma Rousseff e os presidentes Nicolás Maduro, da Venezuela, Horario Cartes, do Paraguai, Luis Guillermo Solís, da Costa Rica, Rafael Correa, do Equador, Anthony Carmona, de Trinidad e Tobago, e o primeiro-ministro da Namíbia, Hage Geingob.

Com o terceiro mandato, Morales torna-se o governante que ficou mais tempo no comando da Bolívia. Ele assumiu o poder pela primeira vez em janeiro de 2006 e foi o primeiro presidente boliviano a ser eleito no primeiro turno em mais de 30 anos. Morales foi reeleito em dezembro de 2009 e novamente reeleito em outubro do ano passado.

Em seu discurso, Morales destacou o crescimento da economia e a queda do desemprego. Também salientou o crescimento das exportações e das reservas internacionais. "Em curto tempo melhoramos a situação econômica e social, mas falta consolidar nosso processo de mudança. Temos democracia e estabilidade política, o que me surpreende", disse.

Nos cinco anos do terceiro mandato, Morales disse que vai impulsionar a construção de hospitais e a reforma judiciária. Ele também prometeu combater a pobreza, para reduzi-la a 8% da população. A pobreza extrema passou de 39% para 15% entre 2005 e 2014, e a meta é erradicá-la até 2025.

Há quase uma década no poder, Morales obteve resultados positivos ao implementar programas sociais e nacionalizar indústrias-chave, como a de energia. Alguns críticos afirmam que os elevados gastos sociais do governo não poderão ser mantidos se não forem descobertas novas reservas de gás, num momento em que a economia da nação andina –que depende em grande medida das exportações de gás natural – se vê ameaçada pela queda dos preços internacionais.

Ao final da cerimônia, Dilma reafirmou a jornalistas a aliança estratégica que o Brasil mantém com a Bolívia. "Que continuemos com nossa boa associação estratégica", declarou. A presidente fez uma visita protocolar de quatro horas a La Paz, a primeira como chefe de Estado. Ela já havia visitado o país como ministra das Minas e Energia, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

AS/dpa/abr/rtr

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