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Mundo

Monumento controverso é transferido para cemitério na capital estônia

Confrontos provocados pela retirada de estátua de bronze do soldado soviético em Tallinn fizeram um morto e mais de 150 feridos. Para a maioria dos estônios, ela é símbolo de dominação.

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Batalha de rua em Tallinn

As obras para a reinstalação do controverso monumento em memória dos soldados soviéticos começaram nesta segunda-feira (30/04) no cemitério militar de Tallinn, capital da Estônia, anunciou o Ministério da Defesa do país. Sua retirada do centro da cidade gerou protestos na Rússia.

"Prosseguem no cemitério os trabalhos para a colocação dos alicerces da estátua", disse o porta-voz do ministério, Madis Mikko, acrescentando que "a estátua foi limpa e será reerguida no cemitério nesta segunda-feira".

"O local onde ficará colocado o monumento estará totalmente pronto até maio ou junho", declarou ainda, indicando que este "voltará a ter a mesma forma" que tinha antes de ser retirado de uma praça do centro da capital.

Estland Tallinn Krawalle um sowjetisches Kriegerdenkmal

O monumento da discórdia

A inauguração do monumento, no seu novo local, está prevista para 8 de maio, dia da vitória da coligação antinazista, durante a Segunda Guerra Mundial.

Os confrontos provocados pela retirada da imponente estátua de bronze do soldado soviético fizeram um morto e mais de 150 feridos na sexta-feira e no sábado últimos. No total, cerca de mil pessoas foram detidas.

Símbolos incômodos

Na noite de quinta-feira, as autoridades da Estônia retiraram a estátua aos soldados da URSS mortos no país báltico durante a Segunda Guerra Mundial erigida durante a ocupação soviética da Estônia.

Trabalhos de escavação junto ao local onde se encontrava a estátua começaram, entretanto, para determinar se ali se encontram restos mortais de militares soviéticos caídos durante os combates contra as tropas nazistas em setembro de 1944.

A maioria da população da Estônia (67,9%) apóia o desmantelamento do monumento, que para ela simboliza a ocupação do país pelo exército soviético, tese rejeitada pelos habitantes de origem russa, que constituem 31,2% da população. (Lusa/as)

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