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Mundo

Montenegro vê perspectiva de adesão à UE

Resultado do referendo pela independência de Montenegro aumenta expectativas de ingresso do pequeno país na União Européia e sela o fim da antiga Iugoslávia.

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Premiê Milo Djukanovic quer maior aproximação com a UE

A perspectiva de uma futura adesão à União Européia (UE) "está aberta para Montenegro", afirmou nesta terça-feira (23/05) o comissário europeu para a Ampliação, Oli Rehn. Os independentistas venceram o plebiscito sobre a separação da Sérvia com 55,5% dos votos.

A União Européia (UE) havia estipulado a limite mínimo de 55% de votos a favor para que o referendo sobre a independência fosse considerado válido. A independência de Montenegro significa o surgimento de um novo micro-Estado nos Bálcãs e sela o fim da Iugoslávia, cujas outras repúblicas – Eslovênia, Croácia, Bósnia-Herzegóvina e Macedônia – se separaram durante as guerras da década de 90 nos Bálcãs.

Chances de integração na UE

O governo montenegrino acredita que o novo Estado tem boas chances de ser integrado à União Européia. Vladimir Gligorov, perito em Economia do Instituto vienense de Comparação de Economias Internacionais, compartilha este otimismo.

Para ele, um Montenegro independente tem melhores chances, pois a Sérvia continua com muitos problemas a resolver, como a questão do Kosovo e a extradição do ex-general Ratko Mladic para o Tribunal de Haia.

"Talvez Montenegro e a União Européia possam começar com negociações para um Acordo de Associação e de Estabilização. Há boas chances de que tal acordo já seja assinado no ano que vem. Tudo depende da política que será praticada pelos montenegrinos", afirmou Gligorov.

Ligação com a Sérvia

Montenegro unabhängig Jubel in Cetinje bei Podgorica

Festa nas ruas montenegrinas após a divulgação do resultado do referendo

Já Reinhard Priebe, chefe da representação da União Européia nos Bálcãs ocidentais, pede moderação nas expectativas. "Os critérios para ingresso na União Européia valerão apenas para Montenegro. Considero muito cedo para fazer prognósticos de quando poderia ser esta adesão. O mais importante é que agora Montenegro tem nas mãos a responsabilidade de cumprir, sozinho, estes critérios."

Apesar de permanecer histórica e culturalmente muito ligado à Sérvia, Montenegro dispõe de autonomia praticamente total, utilizando, entre outras coisas, moeda e sistema aduaneiro próprios.

A Áustria, que ocupa a presidência semestral rotativa da UE e defende a aproximação com Montenegro, reconheceu a legitimidade do referendo, afirmando que respeita plenamente a decisão dos eleitores e pediu a todas as partes envolvidas que aceitem o resultado.

Passos lentos

O governo do atual primeiro-ministro, Milo Djukanovic, começou em 1996 a desenvolver uma política pró-independentista e a preparar o afastamento de Montenegro em relação à Sérvia, então sob o governo de Slobodan Milosevic.

Atualmente, usa o euro como moeda, ainda que a república não esteja integrada na União Européia nem na Zona do Euro. Sua Constituição prevê como língua oficial o sérvio, apesar de a maioria da população usar também o montenegrino.

Em 2003, a denominação República Federal da Iugoslávia desapareceu oficialmente, dando lugar à atual entidade intitulada Sérvia e Montenegro, em negociações mediadas pela União Européia que previam a possibilidade de Montenegro realizar um referendo sobre a independência até 2006.

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