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Economia

Montadoras travam guerra de promoções

Indústria automobilística oferece descontos especiais e modelos baratos para aquecer as vendas na época do Natal.

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Ofertas tentadoras para esvaziar os pátios das fábricas

As montadoras européias estão aproveitando o período natalino para fazer ofertas especiais e conceder descontos de todo tipo aos consumidores alemães interessados em comprar carros novos. Através de suas concessionárias, elas ainda tentam atingir, na última hora, as metas de vendas estabelecidas para este ano e manter suas fatias de mercado. "A guerra dos descontos atingiu um nível recorde. É um nível nada saudável, que deve persistir em 2005", diz o analista de mercado Eric Heynemann, do Deutsche Bank.

Segundo o Instituto de Pesquisas Automobilísticas CAR, da Universidade de Ciências Aplicadas de Gelsenkirchen, o desconto médio concedido sobre o preço de tabela chega a 15%, contra 13% em meados do ano.

A criatividade das montadoras parece não ter limites. A Renault, da França, por exemplo, oferece um desconto baseado no número de filhos. A Opel, subsidiária alemã da General Motors, baixa em até 5 mil euros o preço dos seus modelos especiais. A Daewoo, também do grupo GM, presenteia o novo comprador com 500 euros em espécie. A Volkswagen dá mil euros na mão do motorista novato que adquirir um veículo da marca VW. Até mesmo modelos recentemente lançados no mercado, como o Peugeot 307, vêm acompanhados de um "abono de Natal".

Divisão do mercado

Logo Deutsche Autos

Logotipos da VW, BMW, Opel, Audi e Mercedes

Está ocorrendo um verdadeiro racha no mercado de automóveis na Alemanha: de um lado, montadoras como a Volks e a Opel se vêem obrigadas a fazer ofertas atraentes para recuperar suas vendas no segmento popular; do outro lado, no segmento de preços altos, a Porsche, BMW e Mercedes praticamente não concedem descontos.

Com a guerra de promoções, os fabricantes de modelos compactos tentam reduzir a capacidade ociosa de suas linhas de produção. "Em vez de fecharem as fábricas, eles tentam aquecer as vendas", diz Carola Hunger-Siegler, do Commerzbank.

As vendas de carros novos na Alemanha estagnaram em 2004, com cerca de 3,2 milhões de veículos licenciados. Em comparação a 1999, houve uma queda de aproximadamente 30%. "Não há perspectiva de virada do quadro, mas um leve crescimento em 2005 é possível", diz o presidente da Federação da Indústria Automobilística Alemã (VDA), Bernd Gottschalk.

A VDA pede o fim imediato da guerra de descontos. "Caso contrário, no final, teremos um prejuízo duplo: perdas de fatias do mercado e bolsos vazios", adverte Gottschalk.

Demanda contida

O medo de perder o emprego, a redução da renda e as infindáveis discussões sobre a reforma tributária fizeram com que muitos consumidores adiassem a compra do carro novo em 2004. Com isso, a vida útil dos automóveis que circulam na Alemanha atingiu um novo recorde, de 7,6 anos. "Há uma grande demanda, que finalmente deverá ser atendida em 2005", diz Hunger-Siegler.

Para o próximo ano, as montadoras já anunciaram uma série de novos modelos, inclusive num novo segmento de preços baixos. A Renault, por exemplo, vai lançar na Alemanha e em outros países da Europa Ocidental o Dacia Logan, fabricado na Romênia, com preço em torno de 7500 euros. A Volkswagen quer contra-atacar com o supercompacto Fox, que custará na faixa dos 10 mil euros. "É um segmento que tem sido menosprezado pelas grandes montadoras, porque carros que custam menos de 10 mil euros não têm boa fama", diz o professor Ferdinand Dudenhöffer, da Universidade de Ciências Aplicadas de Gelsenkirchen.

A salvação da indústria automobilística alemã em 2005 também poderá vir do mercado externo, como ocorreu em 2004. Até novembro deste ano, foram exportados 3,4 milhões de veículos, 2% a mais que no ano anterior. Hoje 70% dos carros fabricados na Alemanha são vendidos no exterior. "Mas o euro supervalorizado poderá dificultar as exportações no próximo ano", adverte a VDA.

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