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Economia

Montadoras reagem e instalam filtros antipoluição

Munique estoura cota anual de dias com alta concentração de poluentes estabelecida pela UE. Perito calcula prejuízos para fabricantes alemães, que relutaram na instalação de filtros antifuligem. Indústria reage.

A indústria automobilística alemã está sujeita a enormes prejuízos por causa da falta de filtros antifuligem em veículos a diesel, advertiu o perito em carros Ferdinand Dudenhöffer.

Em artigo publicado no jornal Welt am Sonntag, o professor de Economia Automobilística da Escola Superior Técnica de Gelsenkirchen avaliou em até 30 mil o número de veículos que deixarão de ser vendidos nos próximos meses por causa da falta dos filtros que impedem a propagação no ar de partículas resultantes da combustão de óleo diesel.

Diesel-Partikelfilter von Bosch

Projeto de filtro antipartículas da Bosch usa 'metal sinter' em vez de cerâmica

Embora a indústria automobilística alemã relutasse até pouco tempo na instalação de tais filtros por causa da contenção de custos, a Mercedes é a primeira a anunciar que começará a equipar todos os seus veículos a diesel com o acessório a partir de meados do ano. A indústria francesa, em contrapartida, foi a primeira a equipar seus carros em série com este tipo de proteção ambiental.

Fuligem da combustão de óleo diesel

Na Alemanha, como em toda a União Européia, vigora desde 1º de janeiro deste ano uma nova diretriz ambiental, segundo a qual a concentração de 50 microgramas de partículas nocivas por metro cúbico de ar (50mg/m³) só pode ser ultrapassada em 35 dias por ano. Em Munique, por exemplo, este limite foi ultrapassado neste domingo (27/03), quando a terceira maior cidade alemã somou 36 dias de concentração acima do permitido em 2005.

Dudenhöffer argumenta que o consumidor reagirá rápido, deixando de comprar carros a diesel alemães e, portanto, sem o filtro. "Ou os clientes comprarão carros fabricados no exterior ou esperarão até que a indústria alemã mude seu comportamento. E aí não adianta oferecer o filtro como acessório ou apenas equipar as versões de luxo", adverte o professor.

Prazo até 2009

O porta-voz da BMW, Richard Gaul, criticou o que chamou de "debate político sobre incentivos fiscais e proibição de dirigir", pois isto levaria a reduções nas vendas. Segundo a revista Automobilwoche, as empresas alemãs do setor resolveram acelerar a instalação de filtros de partículas de pó. Além da Mercedes, também a BMW (a partir do verão europeu) e a Audi (alguns meses depois) pretendem oferecer filtros em seus veículos, ainda que como extra.

Em julho do ano passado, as montadoras alemãs haviam se comprometido a instalar o equipamento − que já está sendo produzido na Alemanha − em série até 2008/2009. Ainda segundo a revista especializada, a fim de evitar problemas no fornecimento, a BMW pretende inicialmente vender os filtros a 580 euros para os modelos das séries 1 e 3. A meta da fábrica em Munique, entretanto, é a produção em série o mais rápido possível, escreve o semanário Automobilwoche.

Proibir a circulação dos veículos sem filtro

A Audi promete filtros para seus modelos apenas para o outono europeu e mediante o pagamento de 690 euros. Na Opel, subsidiária da General Motors, o Vectra e o novo Zafira já deixam a fábrica com o filtro antifuligem, enquanto que para equipar o Astra o proprietário tem de desembolsar 750 euros. Também a Ford alemã e a Volkswagen pretendem oferecer o filtro como acessório.

Bärbel Höhn Landwirtschaftsminister NRW

Bärbel Höhn

A secretária de Agricultura do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, Bärbel Höhn, sugeriu o aumento dos impostos de veículos sem o equipamento: "O filtro é extremamente necessário em vista das 65 mil pessoas que segundo um estudo morrem prematuramente ao ano na Alemanha por causa das partículas de pó".

A exemplo de iniciativas em outras cidades européias, a política do Partido Verde sugere também a proibição de circulação de veículos ou o bloqueio de determinados trechos nas metrópoles. "Em casos extremos, podemos proibir a circulação de veículos a diesel sem filtro", ameaça Höhn.

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