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Mundo

Mitt Romney pretende mudar os rumos da política externa dos EUA

Com uma viagem ao exterior, o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos quer demonstrar competência em termos de política externa. No entanto, ele só irá visitar três países: Reino Unido, Israel e Polônia.

Em matéria de política externa, o candidato desafiante às eleições presidenciais nos Estados Unidos, Mitt Romney, tem um problema sério. Pois o presidente Barack Obama tem muito a mostrar: sob seu governo, Osama bin Laden foi capturado e morto, as tropas norte-americanas deixaram o Iraque, e o fim das operações de combate no Afeganistão foi agendado.

E ainda que o prestígio norte-americano no mundo árabe deixe a desejar, a atitude de muitos países em relação aos Estados Unidos, especialmente na Europa, melhorou consideravelmente em comparação com o governo de George W. Bush.

Mas, como campanha política não se faz com elogios ao oponente, Mitt Romney, que será nomeado oficialmente candidato republicano em agosto, resolveu apostar no caminho da confrontação. Pouco antes de sua viagem de uma semana ao exterior, em que visitará o Reino Unido, Israel e a Polônia, Romney expôs suas ideias sobre política externa diante de um encontro de veteranos de guerra.

Romney quer um "século norte-americano"

Romney / USA / Wahlkampf

Romney quer resgatar a imagem dos EUA como potência mundial

A mensagem principal de Romney contra Obama: "Este presidente enfraqueceu o poder de liderança dos Estados Unidos." Obama, na opinião de Romney, julgou mal os russos e abandonou os aliados Polônia e República Tcheca, quando eles se dispuseram a estacionar mísseis e radares para o escudo antimíssil em seu território e não reduziu a ameaça do Irã em desenvolver armas nucleares. Obama não teria se posicionado contra a política econômica e de exportação da China e teria desprezado Israel.

O que Romney faria diferente se fosse presidente? Antes de tudo, explica o republicano, "eu acredito claramente na grandeza deste país. Eu não me envergonho do poder dos EUA." Seus pontos de vista de política externa sobre "um século norte-americano" podem ser acessados por qualquer cidadão no website da sua campanha.

Melhora nas relações com Israel

Ao entrar em detalhes, porém, Romney é comedido. Que o conflito no Oriente Médio não é fácil de resolver, ele bem sabe. De qualquer forma, o republicano quer melhorar a relação com Israel, que se tornou tensa sob o governo Obama. Por isso a visita planejada poucos dias depois de Londres, onde Romney irá assistir à abertura dos Jogos Olímpicos.

O candidato republicano também critica que Obama começou a retirar as tropas do Afeganistão no verão, época em que os combates são mais intensos. Ele acusa o presidente de calculismo político. Ao mesmo tempo, Romney diz que vai cuidar para que a responsabilidade sobre a segurança do país seja transferida para os soldados afegãos no final de 2014, como planejado.

US Soldaten in Afghanistan

Republicano prometeu cumprir plano de retirada do Afeganistão, mas criticou cronograma de Barack Obama

Condições para ajuda financeira ao Egito

Romney prometeu dar um fim às "trapaças da China" em relação a patentes e direitos autorais, manipulação monetária e subsídios comerciais – deixando em aberto, porém, como pretende fazer isso. No Oriente Médio, ele disse que vai se posicionar em prol de um Estado de direito, uma política econômica liberal e contra a "expansão jihadista ou iraniana".

No Egito, ele quer vincular a ajuda financeira norte-americana à condição de que a sociedade se desenvolva de forma "livre e moderna". "Como presidente", diz Romney, "eu não vou destinar apenas bilhões de dólares para o Egito, mas também cuidar para que nossos Estados-parceiros estabeleçam as mesmas condições para essa ajuda."

Sobre o conflito em torno do programa nuclear iraniano, Romney disse: "Todo enriquecimento de urânio deve ser suspenso." Nas negociações internacionais em curso, cogita-se permitir que o Irã mantenha o enriquecimento de urânio em certa porcentagem. Para Romney, isso não seria aceitável, disse seu conselheiro para defesa e política externa, Rich Williamson.

Quando perguntado se o candidato republicano ordenaria um ataque contra o Irã, Williamson foi evasivo: "Ele construiria um cenário ameaçador plausível, e manteria a opção em aberto." O mesmo que, em termos concretos, a administração Obama tem feito até agora.

Armas para a oposição Síria

Na Síria, segundo Williamson, que serviu também às administrações Reagan, Bush pai e Bush filho, se for presidente, Romney trabalharia de forma mais estreita com a oposição do que Obama: "Ele estaria disposto a armar as forças moderadas da oposição síria." Romney, no entanto, rejeitou oferecer garantias de uma zona de exclusão aérea ou uma zona de retirada sob a proteção de soldados de norte-americanos.

O que Romney faria de diferente em relação à Rússia? "Em primeiro lugar, dizer a verdade – os russos que lutam pelos direitos humanos a merecem", disse Williamson, e recordou que o ex-presidente Ronald Reagan chamou a União Soviética de "Império do Mal".

AP Images Best of the Decade Obama in Deutschland

Obama em visita a Berlim, em 2008, saudado como herói

E a Europa?

Curiosamente, Mitt Romney não mencionou a Europa em seu discurso – e em seu plano para um "século norte-americano" há uma seção especial para China, Irã, Israel e América Latina, mas não para a Europa. Rich Williamson apressou-se em explicar que Mitt Romney considera a Europa seu maior aliado.

Entretanto ele mostrou preocupação com o fato de que "na campanha da Líbia, a maior potência econômica, Alemanha, tenha ficado de fora." Os republicanos teriam identificado "tensões no seio da Otan".

Diferente de Obama, que, além do Kuwait, Iraque, Afeganistão, Israel, França e Reino Unido, também visitou a Alemanha nas viagens que fez ao exterior como candidato, o próprio Romney mostra frieza em relação a Berlim. Seria bem difícil para Romney superar a imagem daquela época, quando mais de 200 mil pessoas receberam Barack Obama sob a Coluna da Vitória, em Berlim, como se ele fosse um astro do rock.

Autora: Christina Bergmann (ff)
Revisão: Carlos Albuquerque

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