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Mundo

Missa lembra 150 mortos no voo 4U-9525

Parentes e amigos das vítimas assistiram à cerimônia, realizada a 40 quilômetros da área da queda do Airbus A320. Copiloto teria dito a suposta namorada que um dia todos o conheceriam.

A missa celebrada neste sábado (28/03) na igreja de Digne-les-Bains, a 40 quilômetros do local onde o voo 4U-9525 da Germanwings se chocou contra os alpes, matando 150 pessoas a bordo, foi uma cerimônia triste. Parentes e amigos das vítimas da tragédia acenderam 150 velas sobre o altar, em memória aos mortos. Pessoas da região foram até a igreja oferecer consolo espiritual e rezar por aqueles que perderam seus entes queridos.

Os familiares deixam o local neste sábado. Uma nova cerimônia foi marcada para o dia 17 de abril. A missa ocorrerá na catedral de Colônia, na Alemanha, e deve contar com as presenças da chanceler federal alemã, Angela Merkel, e do presidente alemão, Joachim Gauck.

Copiloto sem condições de voar

Enquanto isso, detalhes sobre o homem que, segundo a promotoria da França, derrubou de propósito o Airbus A320, continuam a aparecer.

Andreas Lubitz, 27 anos, alemão, copiloto do voo que seguia de Barcelona para Düsseldorf, tinha um problema de saúde. Ainda não se sabe qual era este problema exatamente. Alguns veículos da imprensa alemã, como a revista alemã Der Spiegel e o tabloide Bild, publicaram que Lubitz sofria de depressão. Já o jornal Welt am Sonntag afirma que os investigadores têm evidências de que o rapaz tinha uma séria "doença psicossomática" e foi tratado por "vários neurologistas e psiquiatras".

Documentos recolhidos pelos investigadores na casa dos pais do copiloto, na pequena cidade de Montabaur, e no apartamento que ele mantinha em Düsseldorf, mostraram que Lubitz tinha um dispensa médica do trabalho para um determinado período – incluindo o dia da tragédia. Sob o ponto de vista médico, portanto, ele não tinha condições de voar. Segundo o jornal The Wall Street Journal, o atestado teria sido fornecido por um neuropsicólogo.

A companhia aérea Germanwings e a sua matriz, Lufthansa, afirmam que Lubitz escondeu informações sobre doenças, assim como as prescrições encontradas.

O copiloto esteve no hospital universitário de Düsseldorf no dia 10 de maio para receber "esclarecimentos sobre diagnóstico", disse uma porta-voz do hospital. Mas negou que Lubitz estivesse recebendo tratamento para depressão.

Há ainda informação sobre um distúrbio de visão que acometia Lubitz, e que por isso ele estaria sob tratamento médico, segundo divulgou o jornal New York Times. O problema também poderia ter ameaçado sua habilidade para pilotar, segundo uma fonte do jornal.

"Todos se lembrarão do meu nome"

Investigadores continuam perplexos com o fato de um jovem rapaz, que segundo pessoas próximas era "simpático, bem humorado e gentil", ter se trancado no cockpit, aproveitando um momento em que o piloto se ausentou, e guiado o avião para o choque fatal contra os Alpes.

Frankreich Digne-les-Bains Trauergottesdienst Germanwings Absturz

Parentes e amigos das vítimas fazem homenagem aos mortos na igreja de Digne-les-Bains

A caixa-preta com as gravações de voz na cabine indicam que Lubitz deliberadamente ajustou o comando para descer de uma altitude de 38 mil pés (11,9 mil metros) para 100 pés (30,5 metros), o que leva a crer que se trata de um caso de suicídio, ou assassinato coletivo.

O tabloide popular Bild trouxe, em sua edição de sábado, uma entrevista com uma suposta ex-namorada de Lubitz, na qual ela fala de declarações megalomaníacas que ele teria feito, e de possíveis sintomas de depressão que o jovem teria demonstrado.

Ao jornal, a mulher disse que ao, tomar conhecimento da tragédia, se lembrou de uma frase do ex-namorado. "Um dia eu farei algo que vai mudar todo o sistema, e todos então vão conhecer o meu nome e se lembrar dele". Ela disse ainda que o comportamento de Lubitz se tornou tão instável que ela decidiu terminar o relacionamento, "porque estava claro que ele realmente tinha um problema".

Buscas por corpos

As buscas por corpos entraram no quinto dia neste sábado. A polícia francesa afirmou já ter recuperado entre 400 e 600 fragmentos de restos humanos desde o início dos trabalhos. Mas investigadores no local dos destroços disseram que informações sobre identificação de vítimas só serão divulgadas quando os trabalhos forem encerrados. "Não encontramos um único corpo intacto", relatou o coronel Patrick Touron, que comanda a operação de buscas.

Os restos mortais estão sendo levados a um laboratório improvisado na cidade francesa de Seyne-les-Alpes, próxima ao local da tragédia. Mais de 30 especialistas em análise de DNA e peritos judiciais trabalham na identificação dos corpos.

As equipes também buscam a segunda caixa-preta do avião, que contém registros de dados da aeronave, e poderá trazer informações fundamentais para as investigações. Até que ela seja recuperada, investigadores tentam ser cautelosos ao falar as causas da tragédia.

"Obviamente há um cenário bem conhecido pela imprensa e no qual nós estamos ficando. Mas não temos o direito hoje de descartar qualquer hipótese, incluindo hipóteses mecânicas, até que a gente não tenha provado que o avião não tinha um problema mecânico", afirmou o chefe das investigações na França, Jean-Pierre Michel.

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